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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Árvore Genealógica

Uma das coisas que gostei de fazer foi montar a árvore de minha família. Me empolguei e acabei fazendo do lado de minha mãe, consegui com um primo a do lado de meu pai, fiz mais três árvores do lado de minha esposa. Foram anos pesquisando, aproveitando reuniões de família de 50 anos de casados e acabou ficando supimpa. Recomendo aos amigos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O que um tio não faz por um sobrinho...


Ano passado meu sobrinho, como a maioria das crianças que podem ao comemorar seus 8 anos, escolheu a temática Indiana Jones para seu aniversário. Pensei em agradá-lo além do alcance (onde já ouvi isso =]) e fui vestido a caráter, ou seja, a la Indiana, com direito a chapéu, embornal e chicote (esse último me deu mais trabalho). O chapéu eu já tinha, gosto dele e costumo usá-lo quando vou ao campo ou em observações de astronomia, o embornal tem muita história, pertenceu a meu avô que o usava no exército brasileiro e o chicote, bom esse emprestei um pedaço de uma prima de minha esposa e a maior parte comprei nos pampas gaúchos. O problema é que o couro do chicote estava curtido e o couro que comprei naquele ano estava cru. Resultado: procurei um sapateiro que pintou-o para parecer um só. Ficou supimpa! Foi gratificante ver aquele monte de criança feliz e saltitante, alegre ao ver um cara que lembrava o Indiana dos Caçadores da Arca Perdida. Pra completar ainda bolei com a ajuda do amigo Valter (que deu dicas) um belo mapa antigo com várias aventuras bem ao estilo do filme pra gurizada procurar ou melhor, caçar pela casa. Todos eram vencedores pois todos ganhavam prêmios. Agora em 2009, aos 9 anos meu sobrinho solicita uma festa de Star Wars (Guerra nas Estrelas). Onde iríamos encontrar a temática? Lá foi minha cunhada prendada construir as naves da saga em isopor. De minha parte, coube procurar imagens de naves da série em vários tamanhos para inserir em um painel que ficaria ao fundo da mesa no aniversário do guri com luzes piscando. Ai pensei, eu conheço muitos fãs de Star Wars, até freqüento e ajudo o fã clube Conselho Jedi Paraná aqui de Curitiba. Não deu outra. Convidei alguns membros que não tinham obrigação nenhuma de participar daquela festa. Amavelmente vários concordaram e até gostaram da idéia original. Mas agora, imagine a alegria da criançada quando viram vários jedis entrando na festa, um Stormtrooper, um Mandaloriano e o próprio Darth Vader? Foi uma histeria só. Imagino que aqueles pimpolhos nunca mais esqueceram aquela cena. Eu estava de jedi com mais dois amigos. Entramos com a música tema do filme e foi aquela agitação. Escutei no meio das observações um garoto reclamar que não tinha Darth Vader. Indaguei: “- Mas aqui estão os heróis? Vocês não preferem os heróis?” Sem ouvir nenhuma resposta e ao fundo (bem ao fundo) ouvindo a música do Império, lá vinha Darth Vader (meu irmão todo faceiro) escoltado por seus lacaios, (ou melhor, meus amigos do conselho) fazendo ai sim um grande furor. “– Inesquecível”, me sobrinho dirá quando crescer. Um dos amiguinhos de meu sobrinho chegou a comentar olhando pra mim: “- Espera aí, você é ator, ano passado veio aqui de indiana e agora está aqui fazendo jedi.” No que respondi: “- Sim, isso mesmo, mas não sou ator, sou tipo do aniversariante e te pergunto do que será que virei ano que vem?” Penso que eu e meu irmão apreciamos em demasia agradar meu sobrinho, por conta de que quando éramos garotos como ele, não tínhamos nem em pensamento festas desse tipo. NE posíamos, estávamos em regime de internato em colégio de freiras e nossos ais não tinham condições para tal. Sorte dele espero que quando crescer vire história para seus filhos e quem sabe ele também não se esforce para fazer a alegria de alguns garotos ou garotas que possam vir no futuro. Quem sabe...só o futuro dirá. Aqui fica registrado que no dia 20 de setembro de 2009 alguns membros do Conselho Jedi Paraná, meus amigos, participaram dessa pequena alegria que permanecerá na memória de um grupo de garotos. Fica meu agradecimento registrado aos que foram e aos que não puderam ir por vários problemas que a vida prega. Obrigado!

Aproveitando o ensejo, no próximo dia 17 de outubro, terá aqui em Curitiba lá na Cinemateca de Curitiba durante todo o dia a JediCOM2009. Aproveite a oportunidade (rara) e apareça junto com seus amigos. Estaremos todos lá...e não será em uma galáxia distante =]

terça-feira, 28 de abril de 2009

TRIBUTO À ÍSIS


Em minha vida sempre tive cachorros. Ringo, Paquito, Lili são os que me lembro, mas gato conheci apenas uma. Seu nome era Ísis. Minha mãe quando viva, a trouxe da praia, portanto caiçara. Sempre “posuda” quando parava de raça siamesa não resisti batizá-la com nome Egípcio. Pois gatos não obedecem, mandam. Com o tempo, fui me afeiçoando a ela mas a Eliana, minha companheira é quem se dava melhor com a Isis. Ganhou até sobrenome e apelido. Ísis Sipilili Machado. Era uma graça, aquelas duas. Deixo aqui registradas três aventuras que marcaram sua vida, após a partida de minha mãe. Certa vez foi mordida por uma aranha marrom e quase perdeu o rabo. Crianças já morreram por tal picada. Felizmente graças aos auspícios da veterinária Mônica, ela sobreviveu. Anos mais tarde, percebemos que ela tinha dificuldades para pular e na veterinária descobrimos que Ísis, outrora poderosa reinando sobre o Nilo, agora estava cega para sempre. Era hereditário. Ficamos tristes mas nos conformamos. Com o tempo, ela se adaptou bem e sobreviveu ainda alguns bons anos. Enquanto eu morava no Rio de Janeiro, por conta de meu doutorado, soube por telefone que ela havia sumido. Pela vizinhança, Eliana sofria todo dia após o trabalho procurando a fugidia gatinha. Três dias depois, veio ela de bicicleta, no colo de um segurança da rua “- Olha, aqui está sua moça” Agora em 2009 já com 14 anos, Eliana sempre me lembrava, já vinha vivendo bem e há algum tempo, comia bem, dormia bem e ganhava atenção quando pedia, até de madrugada =] Sempre dizia e Eliana concordava, gatos não tem donos, tem súditos! Acompanhou meus escritos e as leituras de Eliana em cima da mesa de nossa sala. Pedia seu leite de maneira única. Rodando pela cozinha quando ouvia um tilintar de colher no copo. Ah, suas manias!
Há alguns dias percebemos que ela vinha definhando lentamente, levamos à veterinária Mônica, sua já conhecida, que lembrou com carinho da pequena grande Ísis e de suas aventuras. Percebeu que seus rins já estavam bem complicados, mas tentaria um tratamento. Alguns dias se passaram e por lá ficou nossa amiginha, que descanse em paz deusa Ísis. Fica aqui nossa lembrança, fica aqui nosso tributo.
Essa gatinha me ensinou, mesmo sendo doutor, que sempre temos coisas a aprender, pois gatos são animais tão interessantes, meigos, carinhosos e inteligentes como cães ou macacos e por que não dizer até, algumas vezes, como gente. Como disse meu amigo Roberson que é gatófilo de carteirinha ao tomar conhecimento de sua partida: “Que a deusa Bastet a receba de patas abertas no paraíso felino! Lá ela estará em boa companhia junto a Berinjela, Chana, Chanel, Chaninho, Duquesa Lili, Liriel, Mickey, Mima, Misty, Ronrom, Tigrinho, Veludo e tantas outras almas felinas.”