quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Hobbitcon 2009

Sim, eu estive lá!
Graças a dica do meu amigo curitibano sempre antenado Roberson Nunes de Curitiba participei no dia 10 de outubro dos bastidores do Hobbitcon 2009 que ocorreu no Sesc de Copacabana lá no Rio de Janeiro.
O evento foi abrilhantado com a presença do ilustre convidado e artista plástico canadense Ted Nasmith (arte dos créditos da trilogia do Senhor dos Anéis). Antes que vocês perguntem. Sim, tirei foto com ele =]
Também estavam por lá os trekkers da AFERJ Academia da Frota Estelar do Rio de Janeiro (www.aferj.adm.br) e os jedis do Conselho Jedi RJ (http://www.jedirio.com.br/). Todos muito receptivos e amáveis como costumam ser os cariocas. Fizemos bons contatos e trocamos bastante informação a respeito de eventos, trabalho em conjunto, eventos nacionais, etc. De minha parte penso que representei tanto o Clube de Leitores de Ficção Científica, a Federação dos Planetas Unidos, quanto a Confraria de Escritores de Ficção Científica e o Conselho Jedi PR dos quais faço parte.
O evento estava lotado, bem organizado pela "toca" carioca dos Hobits o Conselho Branco Sociedade Tolkien (http://duvendor.com.br/portal/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1) e estavam todos saltitantes de alegria pelo sucesso do evento. Os estades de vendas estavam muito interessantes e não resisti gastar um pouquinho. Arrematei dois copos de Star Trek (Spock e Uhura), três quadrinhos da década de 70 de Jornada nas Estrelas (raridade) e como não podia deixar de ser, uma linda camiseta do conselho jedi carioca.
Também conheci alguns dos organizadores do evento, Francisco (Chiquinho) caricaturista do F-Zero studio (http://fzerostudio.com.br/wp/?page_id=1790) de Guarulhos (SP), que já se ofereceu para trabalhar em nossos eventos curitibanos e que costuma fazer caricaturas em três estilos diferentes (Antropomórfica, mangá ou pocket SD, daqueles achatadinhos tipo miniatura cabeça grande e corpo pequeno); Thomaz Brasil que é especialista em objetos torneados em madeira que no caso ministrou uma oficina de confecção de anéis em aço, por conta da temática do evento. Ainda fiz contato com os comerciantes aficionados cariocas Guto (kontrakapa@yahoo.com.br) e Alexandre (http://eshops.mercadolivre.com.br/tauri_classics). Ambos possuem farto material importado e nacional de temáticas Scifi.
Um objetivo nacional que já fomos convidados pelo Conselho Branco Sociedade Tolkien a participar será o de trazer ao Brasil Cristopher Lee.
Ao final do evento me convidaram para acompanhá-los a um rodízio de pizza.
Só posso dizer que meu sábado foi especial e preenchido com um dos pedaços mais gostosos que a vida pode proporcionar a uma aficionado pela ficção científica. Conheci novos amigos e como dizem lá no Rio "caraca" pessoas sensacionais.
Como diz o lema da AFERJ encontrei por lá amizade, honra, entretenimento e cultura.
Obrigado a todos e parabéns por mais um evento bem sucedido.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Jornada Steampunk


O movimento Steampunk vem crescendo a olhos vistos, inclusive no Brasil. Já existem cosplays steampunk dentro dos animencontros ou eventos de animê. O estilo vitoriano lembrando tecnologia a vapor como em um mundo paralelo é uma nova forma de escrever ficção científica. Como se não bastassem os contos cibervaporianos agora está surgindo a moda Steampunk que para alguns seria um novo estilo de vida. O interessante é a riqueza de detalhes e a mistura de épocas sempre lembrando futuroretro. Aparelhos valvulados, pistolas wester-laser, roupas vitorianas com as máscaras blue ou Green (lembrando máscaras de pilotos de avião da 2ª guerra, mas de tons azuis ou verdes com leds reforçando a cor), teclados e computadores de cobre ou bronze. Nem Jornada nas Estrelas escapou da moda. Veja fotos da tripulação da clássica em:
http://www.rabittooth.com/OtherWallpapers.htm ,
ou aqui
http://steampunkworkshop.com/steampunk-star-trek-wallpaper
todas em estilo steampunk. Eu particularmente apreciei em demasia e já estou pensando em transformar meu computador e teclado aparentemente movidos a vapor. Fiquei imaginando como seria a Enterprise Steampunk...
Tem uma paródia que fez algo, mas ainda esta longe do ideal:
http://www.youtube.com/watch?v=6Y39gHihP74
Também há um site inglês vendendo bracelete SteamPunk Trekker por 40 libras.
Vários filmes e seriados demonstram estilos steampunk (alguns mencionando Nikola Tesla) como James West, Armazém 13, The Rocketeer, A Liga Extraordinária, Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, SteamBoy, esse último uma animação de tirar o chapéu de 2004 feito por Katsushiro Otomo, o mesmo de Akira.
A inspiração para isso tudo veio da imaginação humana, possivelmente influenciada pelos contos de Julio Verne e H. G. Wells.
Na ComicCom2009 o Steampunk estava presente de forma estonteante.

Pelo visto a moda veio pra ficar! Seja muito bem vinda!
Para saber mais ou aprofundar seus conhecimentos no assunto visite o blog: http://www.steampunk.com.br/

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O que um tio não faz por um sobrinho...


Ano passado meu sobrinho, como a maioria das crianças que podem ao comemorar seus 8 anos, escolheu a temática Indiana Jones para seu aniversário. Pensei em agradá-lo além do alcance (onde já ouvi isso =]) e fui vestido a caráter, ou seja, a la Indiana, com direito a chapéu, embornal e chicote (esse último me deu mais trabalho). O chapéu eu já tinha, gosto dele e costumo usá-lo quando vou ao campo ou em observações de astronomia, o embornal tem muita história, pertenceu a meu avô que o usava no exército brasileiro e o chicote, bom esse emprestei um pedaço de uma prima de minha esposa e a maior parte comprei nos pampas gaúchos. O problema é que o couro do chicote estava curtido e o couro que comprei naquele ano estava cru. Resultado: procurei um sapateiro que pintou-o para parecer um só. Ficou supimpa! Foi gratificante ver aquele monte de criança feliz e saltitante, alegre ao ver um cara que lembrava o Indiana dos Caçadores da Arca Perdida. Pra completar ainda bolei com a ajuda do amigo Valter (que deu dicas) um belo mapa antigo com várias aventuras bem ao estilo do filme pra gurizada procurar ou melhor, caçar pela casa. Todos eram vencedores pois todos ganhavam prêmios. Agora em 2009, aos 9 anos meu sobrinho solicita uma festa de Star Wars (Guerra nas Estrelas). Onde iríamos encontrar a temática? Lá foi minha cunhada prendada construir as naves da saga em isopor. De minha parte, coube procurar imagens de naves da série em vários tamanhos para inserir em um painel que ficaria ao fundo da mesa no aniversário do guri com luzes piscando. Ai pensei, eu conheço muitos fãs de Star Wars, até freqüento e ajudo o fã clube Conselho Jedi Paraná aqui de Curitiba. Não deu outra. Convidei alguns membros que não tinham obrigação nenhuma de participar daquela festa. Amavelmente vários concordaram e até gostaram da idéia original. Mas agora, imagine a alegria da criançada quando viram vários jedis entrando na festa, um Stormtrooper, um Mandaloriano e o próprio Darth Vader? Foi uma histeria só. Imagino que aqueles pimpolhos nunca mais esqueceram aquela cena. Eu estava de jedi com mais dois amigos. Entramos com a música tema do filme e foi aquela agitação. Escutei no meio das observações um garoto reclamar que não tinha Darth Vader. Indaguei: “- Mas aqui estão os heróis? Vocês não preferem os heróis?” Sem ouvir nenhuma resposta e ao fundo (bem ao fundo) ouvindo a música do Império, lá vinha Darth Vader (meu irmão todo faceiro) escoltado por seus lacaios, (ou melhor, meus amigos do conselho) fazendo ai sim um grande furor. “– Inesquecível”, me sobrinho dirá quando crescer. Um dos amiguinhos de meu sobrinho chegou a comentar olhando pra mim: “- Espera aí, você é ator, ano passado veio aqui de indiana e agora está aqui fazendo jedi.” No que respondi: “- Sim, isso mesmo, mas não sou ator, sou tipo do aniversariante e te pergunto do que será que virei ano que vem?” Penso que eu e meu irmão apreciamos em demasia agradar meu sobrinho, por conta de que quando éramos garotos como ele, não tínhamos nem em pensamento festas desse tipo. NE posíamos, estávamos em regime de internato em colégio de freiras e nossos ais não tinham condições para tal. Sorte dele espero que quando crescer vire história para seus filhos e quem sabe ele também não se esforce para fazer a alegria de alguns garotos ou garotas que possam vir no futuro. Quem sabe...só o futuro dirá. Aqui fica registrado que no dia 20 de setembro de 2009 alguns membros do Conselho Jedi Paraná, meus amigos, participaram dessa pequena alegria que permanecerá na memória de um grupo de garotos. Fica meu agradecimento registrado aos que foram e aos que não puderam ir por vários problemas que a vida prega. Obrigado!

Aproveitando o ensejo, no próximo dia 17 de outubro, terá aqui em Curitiba lá na Cinemateca de Curitiba durante todo o dia a JediCOM2009. Aproveite a oportunidade (rara) e apareça junto com seus amigos. Estaremos todos lá...e não será em uma galáxia distante =]

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Aliens do Planeta Voca - os Voca People



Eles se autodenominam aliens do Planeta Voca e só se comunicam por meio de expressões vocais. Essa foi a grande sacada do grupo. Chegar aqui na terra sem nada conhecer. Encostam nas pessoas da platéia e por empatia alienígena recebem todo conteúdo histórico musical e assim conseguem nos compreender. E todo mundo se encanta. Conhecidos no mundo virtual por "The Voca People", onde bateram a marca de 5 milhões de acessos no site You Tube em um ano (http://www.youtube.com/watch?v=N6EYrqIn0yI), pra nossa sorte, o grupo aterrissa na terra para uma temporada no Brasil, onde se apresenta em quatro capitais - Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro -curioso, cadê São Paulo?, no período de 13 a 23 de setembro. Depois de se apresentar no Festival de POA, nos dias 13 e 14, o "The Voca People" parte para Curitiba, onde se apresenta no dia 17, no Teatro Positivo. O destino seguinte é Brasília, onde nos dias 18,19 e 20 os aliens sobem no palco do Teatro Nacional. A última apresentação é no Rio de Janeiro, no dia 23, no Teatro Vivo Rio. "The Voca People" é um projeto que leva a assinatura do israelense Lior Kalfo, ganhador de vários prêmios em comédias e do diretor musical, também israelense, Shai Fishman, treinador de vozes, professor de performance e canto e de audição para atores.
Tive o previégio de assitir ese encanto de show. Pena que foi apenas um dia aqui na capital do interior do Brasil. Quando voltarem estarei lá novamente, sem dúvida. Cheguamos, eu e Eliana a participar de uma entrevista para um especial em DVD do grupo VOCA e foi um prazer. Penso que agora que entraram em contato com nossa música popular seu repertório ficará ainda mais interessante.
Se vc é de Brasília ou do Rio não deixe pra depois, pois não se arrependerá. Vale cada centavo até porque quem tem cartão do Banco do Brasil tem um desocontasso.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Deus salve a rainha: Séries de Ficção Científica Inglesas


As séries de ficção inglesas sempre me chamaram a atenção desde a década de 1970. A Tomorrow People, conhecida por poucos no Brasil por “Seres do Amanhã” foi uma delas. Hoje, estou tentando legendar todos os episódios que consegui para liberar a quem interessar. Pena que alguns episódios se perderam lá na no país da Rainha. Outra série que eu recordava muito pouco era “O Prisioneiro” que agora pensam em remake. Parece que promete.

Mas a que é um Cult por lá, sem dúvida nenhuma é Doutor Who. Curiosamente, tão reconhecida entre os ingleses como é Star Trek entre os americanos. Essa eu conhecia apenas de fama e confesso sempre fui curioso em conhecê-la. Cheguei a assistir poucos episódios que chegaram sorrateiramente em VHS por aqui. Agora, nos idos da informática e do DVD, foi possível realizar esse intento. Acompanhando o atual Doutor Who, percebi que é continuação dos outros 7 ou 9 que já existiram. Sim, 7 ou 9atores interpretaram esse misterioso Lorde do Tempo que nunca morre, mas que costuma metamorfosear seu corpo. Sempre acompanhado de alguma transeunte que apareceu em seu caminho, para facilitar a identificação do telespectador e fã da série.

Maneira interessante de trocar o elenco e não cansar o público. Talvez essa seja a fórmula que os roteiristas ingleses da BBC encontraram para eternizar uma série que já perdura por aproximadamente 40 anos. O curioso desta série é que não existe nave espacial, pelo menos não como estamos acostumados. O veículo de transporte temporal do velho doutor é uma cabine telefônica inglesa. Como ele controla o tempo e o espaço nada mais natural do que uma cabine aparentemente pequena que comporta uma enorme e poderosa nave espacial! E já esta dando frutos. Um “spin-off” que surgiu dentro dela e que também virou série de sucesso na Europa é Torchoowd, que significa um anagrama da palavra Doutor Who. Um grupo de policiais liderados por um imortal (amigo do Lorde Temporal Doutor Who) que investiga estranhos casos do insólito em uma pequena cidade inglesa que esta em cima de uma fenda temporal. O grupo na realidade foi idealizado pela Rainha Vitória que considerava Doutor Who inimigo do estado. Ambas as séries tem um “q” de bizarro, um além da imaginação, mas que não perde o encantamento, ao contrário, enriquece ambas as séries.

A diferença entre ambas talvez esteja nas cenas mais adultas de Torchwood que esta desgarrada de preconceitos, que são mais sutis em Doutor Who.
Mas, pra quem aprecia o típico humor inglês como eu, indico ambas as séries que podem ser aprofundadas nesse blog que agora recomendo. O UniversoWho ou Whoniverso como prefere o webmaster de lá, é o melhor blog em português da série e oferece muitos presentes nostálgicos pra quem se interessar.
http://universowho.wordpress.com/

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Coldplay- Life in technicolor

Como diz um amigo, a dica é clicar em HD e relaxar...

http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=oomhQpeyB0Q&feature=channel_page

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Previsão da internet em 1969!

Interessante as previsões que encontramos perdidas no tempo. Veja essa da internet em 1969:
http://www.youtube.com/watch?v=Y0pPfyYtiBc&eurl=http%3A%2F%2Fhistoriadapublicidade%2Eblogspot%2Ecom%2F2009%2F01%2Finternet%2Ddo%2Dfuturo%2Dainda%2Dno%2Dpassado%2Ehtml&feature=player_embedded

domingo, 2 de agosto de 2009

OS CIENTISTAS (PARTE 2)


Em destaque o fascículo de Leornardo Da Vinci e as experiências que continham sua caixinha.


Aqui estão as 50 caixinhas de isopor que foram lançadas na época, em bancas de revistas brasileiras. Quer conhecer todas? Visite http://oscientistas.wordpress.com/


Isaías Raw
link para artigo atualizado do Profº Isaias Raw sobre o relançamento da coleção:
https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/4/14/o-desafio-de-inovar-no-ensino-de-ciencias/

Agradecimentos a família Bunese, em especial a Angela Bunese pelo empréstimo desse e de outros fascículos.

Conheça também o blog "Os Cientistas" http://oscientistas.wordpress.com/

OS CIENTISTAS - que saudade...


Quando eu era guri, cerca de 10 ou 11 anos (década de 70), em plena época de ditadura, a Editora Abril em conjunto com a extinta FUNBEC (Fundação Brasileira para o Desenvolvimento de Ensino de Ciências), lançaram a coleção “Os Cientistas”. Eram caixinhas de isopor tamanho A5, contendo vidros coloridos, lâminas da natureza, frascos mágicos (químicos), balança, molas, microscópio e muitas...muitas experiências no campo da física, química e biologia. Com certeza, hoje devem existir muitos cientistas ou professores que foram de alguma forma influenciados a exercerem suas profissões, intuito sine qua non do pesquisador Isaías Raw, que hoje chefia o Instituto Butantã.
Recordo que os comerciais da campanha publicitária da Abril eram convincentes e graças a eles, consegui adquirir a primeira caixinha que continha o cientista Volta, inventor da pilha. Com ele e com um pequeno manual acompanhado de uma lâmina plástica vermelha que permitia “visualizar” respostas às perguntas que vinham nele. Convencer meu pai a comprar a cada 15 dias aquelas caixinhas “mágicas” era a missão mais difícil. Hoje, imagino por conta disso que seu preço não era muito acessível, mas penso que se meus pais soubessem o valor que aquilo proporcionaria a longo prazo não pestanejariam um segundo em comprar todas as 50 caixinhas. De qualquer forma, consegui apenas ir até a metade e lembro perfeitamente que meu passatempo favorito naquela época, era o de visitar toda semana uma banca de revistas e sem demora procurar entre as demais revistas da época, a caixinhas brancas que populavam minha imaginação juvenil.
Certa vez, já com 13 anos quando ingressei no ginásio, minha professora de ciências, comentou sobre a célula e sua partes, a ameba e outros bichos. Indaguei se poderíamos visualizar tudo aquilo em um laboratório ou em algum microscópio, quando soube pra decepção de todos, que o colégio apesar de ser particular, de padres, não possuía laboratório ou sequer um microscópio. Todo faceiro ofereci a minha professora um empréstimo de microscópio para que ao menos minha turma (cerca de 40 alunos), pudesse prestigiar pessoalmente as maravilhas do mundo microscópio que ela tanto mencionava em suas aulas.
Como seria interessante se as crianças e jovens de hoje também tivessem acesso a algo similar com tanta facilidade. Hoje, imagino a alegria de Isaias Raw se soubesse o que apenas um de seus pequenos e majestosos microscópios, puderam proporcionar a um grupo de estudantes curiosos que não tiveram a mesma sorte que tive, de conhecer aquela fantástica coleção dos Cientistas. Aquela experiência também serviu para que eu percebesse a dura realidade daquele período, pois mesmo minha professora de ciências apaixonada pelo tema, não possuía um microscópio ou sequer teve acesso à coleção. Aliás, uma dura realidade que ainda perdura em nosso país.
Lembro também que muitos artefatos das caixinhas, como a bela balança plástica alaranjada de medidas precisas também serviam a outros propósitos além das experiências contidas dentro das caixinhas de isopor.
Recordo também de meu espanto ao verificar que uma bola de isopor caia com a mesma velocidade que uma de metal, das experiências com os carrinhos e bexigas da caixa de Newton e das caveirinhas (tóxico) que assustavam nossos pais que preocupados ficavam sempre “de olho” em nossas experiências, geralmente realizadas ao chegar da banca de revistas. Da bússola, dos tubos de ensaio, das placas petri, enfim um mundo de equipamentos que já nos possibilitavam, tão pequenos contato com o mundo da ciência.
As 50 caixas que eram acompanhadas de fascículos quinzenais, ainda traziam a biografia de cientistas, para ao final serem encadernados. Belas histórias ricamente ilustradas em papel coche, que proporcionaram conhecimento sobre a vida e obra de cada um daqueles cientistas. Lavousier, Volta, Eistein, Boyle, Arquimedes tornaram-se nossos amigos. Cada caixinha fazia uma ponte com experiências do cientista em questão. Idéia genial. Ao final tínhamos três volumes históricos e um pequeno e notável laboratório. Também lembro que anos depois, em uma loja de jogos e brinquedos visualizei umas caixas grandes azuis que continham grande parte ou todas as experiências dos Cientistas. Penso que a Abril junto a FUNBEN, resolveram aproveitar de maneira inteligente o conteúdo das poucas caixinhas que retornaram a editora e lançaram os tais laboratórios de maneira diferenciada sem prazo de venda nos comércios direcionados, mas também lembro que dessa forma o custo ficava nas alturas, permitindo acesso apenas a poucos privilegiados.
Mas, voltando a coleção Os Cientistas, a maioria das pessoas que conheço, que foram felizes em possuir tal coleção, já perderam na teia do tempo suas caixinhas ou seus conteúdos. Mas, algumas ainda possuem os fascículos e todas, sem exceção, lamentam não existir mais tal coleção, pois gostariam que seus filhos, sobrinhos (como é meu caso) ou netos, também tivessem oportunidade similar. Nada se iguala àquele momento mágico em que a cada 15 dias chegava uma nova caixinha contendo os sonhos de 50 cientistas que alcançaram as mentes de milhares de crianças e adolescentes e tudo isso graças aos esforços de um cientista que revolucionou as pesquisas de vacinas no Brasil. Obrigado Isaias Raw, realmente foi "a grande aventura da descoberta cientifica".

Para saber mais leia o artigo do Profº Mateus Pereira:
http://www.seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/viewArticle/120

Se você conheceu Os Cientistas ou ainda possui os fascículos entre em contato comigo por aqui fazendo seu comentário, pelo mail cipexbr@yahoo.com e não deixe de visitar o blog "Os Cientistas" http://oscientistas.wordpress.com/

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O bêbado equilibrista




Sempre procuro colocar assuntos que não estão por ai, na net, então hoje escolhi falar sobre a coragem ou a “estupidez” (depende do ponto de vista), que algumas pessoas possuem.
Neste caso específico trata-se de equilibristas em corda-bamba. Até ai nenhuma novidade.
Mas, e se são três caras sendo que enquanto um deles pilota uma moto outro dois equilibram em ferros que saem da moto. E tudo isso em cima de um cabo muito alto preso entre dois prédios em pleno centro da cidade e sem nenhum tipo de dispositivo de segurança! Pois é.
Isso aconteceu aqui em Curitiba em 02 de dezembro de 1957. Coisa que imagino não se vê facilmente hoje em dia.
Naturalmente todos os três homens estão mortos e todos eles morreram fazendo o que gostavam, caindo das alturas.
Destaque para a propaganda da época, patrocinadora dos audazes equilibristas, a saudosa loja Prosdócimo.

Crédito das fotos: Maxim Cicaida tratamento em PhotoShop: Carlos A. Machado

terça-feira, 28 de abril de 2009

TRIBUTO À ÍSIS


Em minha vida sempre tive cachorros. Ringo, Paquito, Lili são os que me lembro, mas gato conheci apenas uma. Seu nome era Ísis. Minha mãe quando viva, a trouxe da praia, portanto caiçara. Sempre “posuda” quando parava de raça siamesa não resisti batizá-la com nome Egípcio. Pois gatos não obedecem, mandam. Com o tempo, fui me afeiçoando a ela mas a Eliana, minha companheira é quem se dava melhor com a Isis. Ganhou até sobrenome e apelido. Ísis Sipilili Machado. Era uma graça, aquelas duas. Deixo aqui registradas três aventuras que marcaram sua vida, após a partida de minha mãe. Certa vez foi mordida por uma aranha marrom e quase perdeu o rabo. Crianças já morreram por tal picada. Felizmente graças aos auspícios da veterinária Mônica, ela sobreviveu. Anos mais tarde, percebemos que ela tinha dificuldades para pular e na veterinária descobrimos que Ísis, outrora poderosa reinando sobre o Nilo, agora estava cega para sempre. Era hereditário. Ficamos tristes mas nos conformamos. Com o tempo, ela se adaptou bem e sobreviveu ainda alguns bons anos. Enquanto eu morava no Rio de Janeiro, por conta de meu doutorado, soube por telefone que ela havia sumido. Pela vizinhança, Eliana sofria todo dia após o trabalho procurando a fugidia gatinha. Três dias depois, veio ela de bicicleta, no colo de um segurança da rua “- Olha, aqui está sua moça” Agora em 2009 já com 14 anos, Eliana sempre me lembrava, já vinha vivendo bem e há algum tempo, comia bem, dormia bem e ganhava atenção quando pedia, até de madrugada =] Sempre dizia e Eliana concordava, gatos não tem donos, tem súditos! Acompanhou meus escritos e as leituras de Eliana em cima da mesa de nossa sala. Pedia seu leite de maneira única. Rodando pela cozinha quando ouvia um tilintar de colher no copo. Ah, suas manias!
Há alguns dias percebemos que ela vinha definhando lentamente, levamos à veterinária Mônica, sua já conhecida, que lembrou com carinho da pequena grande Ísis e de suas aventuras. Percebeu que seus rins já estavam bem complicados, mas tentaria um tratamento. Alguns dias se passaram e por lá ficou nossa amiginha, que descanse em paz deusa Ísis. Fica aqui nossa lembrança, fica aqui nosso tributo.
Essa gatinha me ensinou, mesmo sendo doutor, que sempre temos coisas a aprender, pois gatos são animais tão interessantes, meigos, carinhosos e inteligentes como cães ou macacos e por que não dizer até, algumas vezes, como gente. Como disse meu amigo Roberson que é gatófilo de carteirinha ao tomar conhecimento de sua partida: “Que a deusa Bastet a receba de patas abertas no paraíso felino! Lá ela estará em boa companhia junto a Berinjela, Chana, Chanel, Chaninho, Duquesa Lili, Liriel, Mickey, Mima, Misty, Ronrom, Tigrinho, Veludo e tantas outras almas felinas.”

A Defesa


Algumas pessoas ficaram curiosas para saber como foi minha defesa de doutorado. Pois bem, cheguei ao Rio sem problemas. No dia seguinte, na segunda, dia 06 fui ao aeroporto Santos Dumont buscar e acompanhar a Profª Sonia Luyten, convidada especialista de minha banca. Chegamos na PUC para o almoço e estávamos 14:00 em ponto em frente a sala onde estava marcada a defesa no prédio Frings (lembra a série Fringe né?) do curso de Design da PUCRio. Toda a banca a espera quando chega um aviso de que a apresentação e a defesa seriam em outra sala no andar de baixo. Para lá nos dirigimos. Intalei a apresentação em um laptop do departamento que e estava a ponto de me apresentar para os presentes quando, fazia calor como sempre, o ar condicionado não funcionava, a presidente da banca lembrou que sua perna estava machucada, solicitou uma cadeira de rodas, as luzes da frente não apagavam. Foi então que um novo aviso de que dali a 1 hora outra defesa estava marcada para aquela sala. Tínhamos que sair do prédio, mas para onde? Aparentemente o dia da minha defesa tinha sido devidamente marcado no programa do computador da universidade, mas não fora checado e segundos após a informação inserida o computador não aceitou a solicitação pois uma aula semanal ali sempre ocorria. Se a checagem devida o fato passou como confirmado e assim seguiu até o dia, até aquele momento fatídico onde eu estranhamente me encontrava calmo e tranqüilo. Me encontrava, pois a partir daquele momento um calor e uma suadeira danada começou a me dominar e o nervosismo que deveria ter surgido antes estava ali presente para me assustar. Minha orientadora ainda não acreditando no que vinha ocorrendo lembrou do prédio da educação e pra lá fomos todos. 10º andar, a velha sala do curso, toda hospitaleira, mas nem tanto. Não haveria aulas ali, isso era certo, mas o mouse do computador não funcionava, o técnico tinha acabado de ir embora, o que fazer. Eis que um filósofo da banca dominava também a informática e conseguiu auxiliar na instalação da apresentação que se restringiu ao velho teclado lembrando a saudosa máquina de escrever, mas nem tanto =] Finalmente 1 hora após o combinado, exatas 15:00 horas começa a defesa. Apresentei o conteúdo resumido de minha tese em 20 minutos, a banca participou ativamente cada qual igualmente com seus 20 minutos, e tentei na medida do possível responder e esclarecer todas as dúvidas, concordando inclusive com a maioria das observações. Pra quem não sabe em uma banca de doutorado devem estar presentes 5 doutores, contando com seu orientador. Ao final, veio o resultado afirmando que agora o já doutor Carlos só precisava fazer o depósito da tese dentro do prazo. Agora, entre os demais membros da banca já me sentia “quase” um colega e pra reforçar esse sentimento ainda gasoso, nos dirigimos ao bar do Planetário, ali mesmo na Gávea, ao lado da PUC, pra festejar o momento regado a cerveja, visto que não tinha chope. Presentes, abraços, carinhos, tudo certinho. No dia seguinte retorno passando por São Paulo onde outras aventuras me aguardavam...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Divulgação da minha tese no Homem Nerd e no Cultura Anime


Olá hoje tive a honra de ser mencionado no Homem Nerd com relação a minha defesa de doutorado no dia 06 de abril. Já é o segundo site a mencioná-la. Então segue a mensagem:
"Carlos Alberto Machado, doutorando em Educação, defenderá dia 6 de Abril a tese A Pedagogia dos Animencontros: a relação de grupos juvenis com elementos da cultura midiática japonesa, na PUC do Rio de Janeiro.
O objetivo da pesquisa foi analisar as práticas de jovens que se autodenominam otakus e que costumam se reunir em animencontros — eventos organizados por jovens aficcionados por mangás e animes —, freqüentados por milhares de crianças e jovens de todo o Brasil, onde praticam atividades específicas e constroem, coletivamente, uma forma própria de aproximação com essa produção cultural.

Evento: Defesa da Tese A Pedagogia dos Animencontros: a relação de grupos juvenis com elementos da cultura midiática japonesa
Data: 6 de Abril de 2009 às 14 horas, sala L401 10 andar
Local: Pontífícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Departamento de Pós Graduação em Educação
Rua Marquês de São Vicente, 225
Gávea, Rio de Janeiro - RJ"

link para o homem nerd: http://homemnerd.com/noticia.php?id=7387
veja também no Cultura Anime: http://www.culturanime.com/modules/news/article.php?storyid=1926
Penso, logo...escrevo...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

A grande conspiração FRINGE




Encontrei uma série de ficção científica a la Arquivo X que gostaria MUITO de recomendar. Uma mistura de Estados Alterados de consciência, Arquivos X e Além da Imaginação. Uma série grotesca, adulta, forte e despretensiosa. Uma agente do FBI, um cientista "louco" que vive na década de 70 e seu filho autodidata com QI de 190. Esse trio interessantíssimo irá investigar casos obscuros que a polícia não encontra explicações satisfatórias. (lembram os casos que costumo pesquisar...eheh) Chegam a "beira" do limite sem receios e enfrentam muitos preconceitos. Praticamente em todos os episódios existe uma pitada de humor negro, a trilha às vezes recorda Lost propositadamente para lembrar que existe gente de lá por trás desse fantástico e inusitado projeto. A abertura por si só é arrepiante e como diz o meu amigo Robersom devem existir mensagens subliminares presentes em alguns episódios e ele já encontrou algumas. Não deixe de assistir FRINGE se tiver oportunidade.
Como na série "Lost", também para "Fringe" foi especialmente desenvolvido um jogo de realidade alternativa, que está em um site específico, o Imagine The Impossibilities. Para complementar os mistérios da série, foram criados símbolos de "Fringe" denominados "glyphs" -, que são fotos como as duas estampadas neste post. Cada glyph destaca um elemento natural, geralmente com alguma peculiaridade estranha. Os símbolos aparecem durante os comerciais de cada episódio de "Fringe" para fornecer pistas que formarão um código que, de acordo com os criadores, não será nada fácil decifrar. Pra quem tem TV a cabo está sendo exibido no canal por assinatura Warner.
Os glyphs mencionados acima são 10:
Maçã: as sementes são embriões humanos.
Borboleta: cujas asas têm ossos.
Flor: algumas pétalas são asas de dragões voadores e, no centro da flor, há um contador rotativo espiral, baseado na sequência Fibonacci.
Sapo ou rã: nas costas do sapo está inscrito o símbolo para o número Pi.
Mão: a mão tem seis dedos e pode ser tanto a mão esquerda quanto a direita.
Chifre: o chifre é uma réplica da espiral de Fibonacci e tem o número Pi inscrito. A aparência do chifre foi o ponto de partida para o site que representa o número Pi, que você pode acessar aqui.
Folha: tem um símbolo de triângulo (ou delta).
Cavalo-marinho: de um lado, tem, também, a espiral Fibonacci.
Fumaça: a fumaça forma a face de uma mulher.
Pontos amarelos: esses pontos aparecem na abertura da série, em vários glyphs e em sites virais de "Fringe".
Ah, sim ainda existe o Observador (the Observer), um tipo de viajante do tempo careca que gosta de usar chapéu, terno e gravata escuros. Ele está presente em TODOS os episódios. Existe até um site dedicado ao observer (www.observershare.com) com as cenas que ele aparece no seriado. mas se você preferir basta procurar por fringe + observer no Google e aparecerá uma tonelada de sites. O Observershare também tenta decifrar os "sinais" do seriado. Como diz meu amigo Andrew "É praticamente um concurso de cata-piolho para achar o sujeito em cada episódio."

O seriado já está no episódio 15 (que será exibido no dia 7 de Abril). Todos os episódios existem na rede e podem ser baixados.

Para saber mais recomendo uma visita ao site oficial da Warner Channel em português: http://fringe.wbla.com/?gclid=CIrWwPfxp5kCFRJhnAod1hHjQA

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Em time que esta ganhando não se mexe...


Adoro cinema, principalmente filmes de ficção científica. Interessante notar que apesar de ser o gênero que costuma fazer mais sucesso no cinema a literatura desse mesmo gênero acaba sendo vista mais como coisa da juventude. Ora! As boas histórias do cinema se originaram na literatura. Será que ninguém lembra disso? Philip K. Dick anda em voga no momento. Pena que as grande produtoras não pensem em filmar O Homem do Castelo Alto, por exemplo. Em vez disso preferem apanhar grandes clássicos e refilma-los, com novas roupagens recheados de efeitos arriscando até estragar o roteiro original que geralmente era o atrativo principal. Não gostei do que fizeram com O Dia em Que a Terra Parou. Pra quem nunca viu o filme original pode ser que até passe mas faltou alguma coisa a mais, um final maior, mais devagar pra dar tempo de digerir. Termina rápido demais. Fizeram o mesmo com A Última Esperança da Terra e agora temo pelo Planeta Proibido. Pra quem não sabe Planeta Proibido foi o filme que inspirou a idéia da Federação dos Planetas Unidos para Gene Roddemberry o criador de Jornada nas Estrelas (Star Trek).
Para saber mais sobre o novo filme Forbiden Planet:
http://www.omelete.com.br/cine/100017155/James_Cameron_pode_dirigir_refilmagem_da_ficcao_cientifica_Planeta_Proibido_.aspx

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Dezembro vem o Natal, os presentes mais bonitos...


Já que estamos no Natal e todo mundo fica mais sensível, aproveito a oportunidade pra mostrar a você o que encontrei há alguns meses lá no Rio. Não, não são os assistentes do Noel não, são anões – pessoas com altura adulta menor que 1,50 metro e portadoras de uma deficiência física conhecida como nanismo que para sobreviver precisam trabalhar e por conta disso se sujeitam a vexames em praça pública, no caso um calçadão próximo ao Largo da Carioca no Rio de Janeiro. É lamentável que em pleno século XXI seres humanos ainda sejam tratados como aberrações circenses. Como se não bastasse a exploração ainda fazem os cidadãos vestirem aquela famigerada roupa de prisioneiro detento dos presídios americanos da década de 20 listradas em preto e branco usando o número 171 estampado no peito. 171 é o código penal que rege o crime
por furto, roubo e estelionato!
Ainda bem que já encontraram formas de corrigirem a estatura deles, pois diminuir a exploração e o preconceito ta difícil...
Para saber mais:

http://www.revistaenfoque.com.br/index.php?edicao=60&materia=492
http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/001176trt.htm

sábado, 22 de novembro de 2008

UMA VIAGEM INUSITADA – OS AGROGRÍFOS BRASILEIROS




por Carlos Alberto Machado

Na quarta-feira recebi uma mensagem do amigo e editor da revista UFO Ademar J. Gevaerd, da qual sou consultor e investigador, notificando sobre o aparecimento de um círculo (agrogrífos) do tipo inglês em plantações de trigo do oeste catarinense, mais especificamente em uma pequena cidade agrícola Ipuaçu. Como Santa Catarina fica bem mais próxima do que a Inglaterra fiquei pensando seriamente em visitar aquela cidade e o mais breve possível visto que esses círculos costumam desaparecer rapidamente por conta da presença constante de curiosos que acabam os destruindo ou mesmo pela impaciência dos agricultores que cortam a colheita. Convidei vários amigos para que comigo repartissem as despesas de viagem (distância aproximada de 500 quilômetros), mas infelizmente nenhum deles poderia viajar naquele momento. Decidi viajar sozinho no sábado a tarde descansando em Porto União.

Ipuaçu – o início de uma saga
No domingo pela manhã continuei a viagem até Ipuaçu na esperança de encontrar os dois círculos encontrados por Gevaerd. Na entrada da cidade me informei sobre os locais dos círculos e já no início do trajeto deparei-me com uma pequena placa onde se lia “ET” com uma pequena indicação em seta na direção do círculo. Confesso que achei aquela brincadeira engraçada e possivelmente feita por algum adolescente brincalhão que reside por lá. Quando cheguei no primeiro círculo presenciei vários automóveis encostados ao seu lado, cheio de curiosos que desciam e aproximavam-se do círculo em meio a plantação já cortada. O proprietário tomou o cuidado de colher o trigo apenas ao redor do círculo deixando-o em exposição. Ele ficava imediatamente ao lado de uma estrada vicinal da região que permitia acesso a outras fazendas e ao segundo círculo que viria a conhecer posteriormente. Esse primeiro já estava deteriorado e alguns até afirmavam que o segundo estava melhor conservado mas que seria ainda cerca de 5 quilômetros a frente em direção a uma empresa próxima. Obtive várias fotografias e medi o tal círculo. Deixei as amostras para depois por pretendia visitar ainda hoje o 2º. Cerca de meia hora depois me dirigi ao segundo círculo e até me perdi em sua procura, mas foi apenas aguardar um pouco a vinda de alguns carros e segui-los para encontrá-lo. O segundo também estava em um campo já cortado de trigo, mas realmente mais bem conservado, pois menos pessoas o visitaram desde o domingo em que apareceu. Já tinha uma semana e ainda estava ali sendo visitado e chamando a atenção de quem passava. Esse segundo era mais difícil de ser visualizado daquela estrada, mas era perfeitamente visível de uma estrada paralela, onde também o filmei e fotografei. Enquanto o primeiro estava a cerca de 20 passos da estrada esse ficava um pouco mais distante, cerca de 40 passos. Sua similaridade com o primeiro realmente era de espantar. Ainda era possível visualizar o trigo deitado em sentido (horário), mas infelizmente já pisoteado pelos curiosos. Mesmo assim procedi à colheita do material (trigo e amostras de terra do centro, da periferia e de fora do círculo). Quando fazia a colhia das amostras com a ajuda de um professor local de geografia notei que a amostra de terra do centro do círculo onde encontrei um pequeno buraco encontrava-se mais seca e dura do que na parte externa do mesmo. A terra para plantação geralmente é fofa o que não era o caso dali. Foi inevitável me lembrar dos casos de soja que pesquisei há vários anos próximos à cidade de Maringá no Paraná.
Enquanto realizava a colheita de amostras soube pelo Prof. Rozaldo Ferreira que mais um círculo tinha aparecido em uma cidade vizinha chamada Xanxerê. Como eu pretendia pernoitar por lá resolvi me hospedar naquela cidade e registrar a aparição do novo círculo. Nesse momento já tinha percebido que minha viagem até aquela longa distância havia compensado. Conheceria um novo círculo mais recente do que os anteriores.

Depressão conseqüência de fofoca e afirmações sem fundamento
Segundo os rumores dos moradores locais que conheci no local do círculo, o proprietário da terra em questão não estava feliz com o que vinha ocorrendo em sua terra. Cheguei a vê-lo ao longe quando realizava a coleta das amostras e fazia as mediadas do círculo. Resolvi fazer uma visita e tentar entrevistá-lo. Sua família encontrava-se em roda de chimarrão, comum naquela região e fui gentilmente convidado a participar da rodada, mas não poderia gravar ou fotografar. Em nossa conversa notei que todos estavam decepcionados com o que vinha ocorrendo, pois o que mais os machucava eram afirmações sem fundamento de moradores locais acusando o agricultor ou seus parentes de terem feito o tal círculo propositalmente para tornarem-se conhecidos na região. Conversei atentamente com todos e notei que realmente aquilo os havia chocado e decepcionado a ponto de tomarem a decisão de cortarem o trigo do círculo já no dia seguinte, por conta de todo aquele incomodo. Reclamaram que os pesquisadores que apareceram na região bem como os jornalistas não costumavam pedir permissão para adentrar em suas terras e afirmavam que caso aparecessem futuramente outros círculos desse tipo que cortariam o mais rápido possível antes mesmo que muita gente tomasse conhecimento do fato. No dia seguinte encontrei um parente próximo do proprietário daquela terra que me confirmou tentativa de suicídio por parte dele. Este fato me preocupou profundamente e fico imaginando o que poderia ocorrer no futuro caso os círculos continuem a aparecer e a população se apresse em afirmar absurdos infundados baseado em opiniões egoístas sem se preocupar com as conseqüências de seus atos mesquinhos. Não podemos esquecer que também estamos lidando com seres humanos que sempre estão por trás dos avistamentos como testemunhos principais e junto com eles os acompanham todos os problemas humanos. Ufologia não é brincadeira, é coisa séria.

Xanxerê – verdade ou mentira?
Cheguei a Xanxerê a tempo de conhecer o terceiro círculo daquela região. Apesar da cidade ser maior do que Ipuaçu foi relativamente fácil encontrar a região do círculo pois praticamente todo mundo sabia e conhecia o lugar. Quando cheguei fiquei impressionado com a situação, pois havia uma verdadeira romaria em direção a ele. Não preciso dizer que a essa altura o tal círculo estava mais pra lembrança, quase todo destruído. O mais curioso é que os comentários que ouvia eram sobre “Ah, é isso o tal círculo? Ah, isso foi obra de alguém e por ai afora.” Apesar de tais opiniões também ouvi, “- Não mas no jornal dava pra ver, bem certinho, era perfeito, ninguém poderia tê-lo feito daquela maneira etc.” Depois de medi-lo reparei que existiam outros 4 círculos menores quase encostados no maior que era oval. Escutei vários comentários dizendo em tom de sarcasmo que os menores eram tentativas frustradas de igualarem o maior, mas o que eles não perceberam é que os tais círculos menores aparentavam fazer parte de uma figura maior, uma somatória de círculos. Outra particularidade que me chamou a atenção foram os pequenos buracos que encontrei no centro de todos os círculos. Pensei: se fosse fraude, como os fraudadores sabiam dos buracos centrais e o que eles teriam a ver com as garrafas peti e cabo de vassoura encontrados próximo a eles, visto que essa era a matéria que vinha sendo divulgada na imprensa local. Chegaram a publicar um foto do tal aparelho que facilitaria a criação do tal círculo. Então fica a pergunta: qual a relação das tais perfurações com a feitura dos círculos de Xanxerê? Ademais, começaram a surgir muitas testemunhas de ÓVNIS (bolas de luz) na região e a maioria afirmava que as tinham avistado exatamente sobre aquela região na noite anterior ao aparecimento dos tais círculos. Lamentável que quando cheguei ao círculos de Xanxerê o trigo já estava bastante danificado e amassado ficando difícil saber como estavam no início, quando foram encontrados. De qualquer forma consegui algumas fotos de seu início com um morador local proprietário de uma locadora de DVDs próximo dali. Percebi que quando as pessoas notavam ou descobriam que eu era pesquisador procuravam me auxiliar de alguma forma, principalmente tentando me passar informações que pudessem me ajudar para tentar elucidar aquele mistério que os assolava como as cedidas pelo Sr. Jéferson Miranda. Ficavam interessados quando percebiam que eu havia viajado tanto para conhecer aquele fenômeno que aparecia praticamente na porta da casa deles. Foi dentro do círculo de Xanxerê que encontrei alguns testemunhas dessas luzes e entre elas uma em especial que me auxiliou a medir alguns dos círculos chegou a marcar comigo para o dia seguinte uma entrevista exclusiva onde prestaria seu depoimento sobre seu avistamento.
Visto os acontecimentos achei prudente pernoitar naquela cidade e procurei em seguida um hotel para me hospedar. Enquanto jantava notei que as conversas ao meu redor sempre cediam largo espaço para os círculos que assombravam os moradores daquelas pequenas cidades tão próximas. Resolvi fazer uma pequena observação noturna em frente ao terreno dos círculos de Xanxerê, mas como sou mortal, por volta de 1 hora da manhã cedi ao cansaço e voltei ao hotel para descansar. Na manhã seguinte depois de uma entrevista voltei ao local e encontrei outro círculo no trigo toscamente feito por uma caminhonete que adentrou na madrugada a plantação em questão, possivelmente alguns jovens arruaceiros que pretendiam brincar achando que seria fácil reproduzir o tal círculo. Evidentemente não obtiveram nenhum sucesso em sua empreitada. Foi fácil identificar a entrada do automóvel e as marcas dos pneus. Ficou difícil para mim pelo menos imaginar que aqueles arruaceiros realmente acreditavam que iriam convencer alguém com aquela tosca tentativa infantil de que isso poderia fazer algum efeito.

Os OVNIS mostram sua cara
No dia seguinte fui entrevistar o senhor Ivan Guedes Machado que havia marcado comigo. Ele fiscal federal agropecuário e sua esposa a médica Bernadete Machado especialista em geriatria e muito conhecida na cidade quando em viagem de Chapecó para Xanxerê, foram perseguidos por duas luzes que os deixaram um pouco assustados durante a viagem. O curioso é que avistaram as tais luzes indo em direção a sua cidade e no dia seguinte aparecem os círculos. Através do senhor Ivan tomei conhecimento de que mais um círculo havia aparecido naquela manhã em outra cidade próxima 13 km, chamada Ouro Verde. Para melhor me informar fui ao jornal local onde conheci Ivo Luiz da Rede Princesa que já tinha conhecido Gevaerd há uma semana. Ivo também é ufólogo e sempre interessou-se pelo assunto chegando a entrevistar há pouco tempo Antonio Nelson Tasca, caso pesquisado pelo CIPEX em 1983 na pessoa de Daniel Rebisso Giese. Na época não pude acompanhar o Daniel até Chapecó por problemas financeiros. Chegamos a publicar o caso no meio ufológico em primeira mão o que chamou a atenção do saudoso pesquisador Dr. Valter K. Büller presidente da SBEDV (Sociedade Brasileira de Estudos sobre os Discos Voadores) que também o pesquisou. Tasca, agora falecido, foi autor do livro “Marcado pelo ETS” publicado pela biblioteca UFO da revista de mesmo nome.
Ainda existiam mais duas testemunhas que foram perseguidas pela mesma estrada de Chapecó a Xanxerê, mas não consegui localizá-las para entrevista. Elas haviam confirmado sua observação publicamente para os jornais locais. Uma delas era Ricardo Klava, proprietário da Casa Chave.
Em companhia Ivan Guedes Machado, conheci uma senhora que não quis ceder entrevista gravada, mas que mostrou o local onde havia avistado um tipo de sonda, objeto iluminado que sobrevoou o mesmo local onde apareceu no dia seguinte a marca na plantação de trigo de Xanxerê. Ela morava no terceiro andar de um dos prédios que circulavam a região. Mais tarde passando de automóvel atrás do local dos avistamentos encontrei várias torres de alta tensão. Também vale salientar que a região oeste de Santa Catarina, onde as sondas vinham sendo avistadas está repleta de represas de energia elétrica que como já evidenciamos em casos anteriores de avistamento é a preferência dos OVNIS, sejam eles de onde forem. Ainda pela manhã retornei a pequena cidade de Ipuaçu para tentar conhecer o terceiro círculo que havia surgido na manhã do domingo, mas quando encontrei o local exato descobri que o trigo já havia sido cortado, pois o proprietário não queria visitas indesejadas em suas terras. Terei que me contentar com as belas fotos e colheita feitas pelo ufólogo e jornalista Ivo Luis da Rede Princesa de Xanxerê que me cedeu gentilmente o material na esperança de tentar elucidar aquele novo mistério.

Ouro Verde e seu círculo dourado
Ainda no jornal “Gazeta Diário Regional”, cedi uma entrevista a rádio Chapecó para o repórter que estava interessada em saber mais sobre os círculos. Recebi cópia das fotografias feitas por Ivo e trocamos muita informação sobre os círculos e ufologia. Descobri que mais um círculo havia surgido na manhã do domingo em Ipuaçu, mas eu não o tinha visto por pura falta de informação. Lamentei o fato, pois não sabia quando poderia voltar até aquela cidade. Achei pertinente a maneira como a solidariedade trabalha no interior daquele estado. Ainda naquela tarde iria até Ouro Verde conhecer o mais novo círculo. A cidade ficava próxima a Xanxerê, também de poucos habitantes e predominantemente agrícola. Da rua principal se via o enorme círculo mas ao chegar na vicinal que permitia acesso ao local notei que a estradinha estava barrada por um pequeno trator pertencente ao proprietário da fazenda. Ele estava encostado no trator e afirmava que ninguém poderia passar por ele. Concordei imediatamente e lembrei que vinha de longe especialmente para pesquisar o tal fenômeno. Me preocupava ver que um trator de colheita estava próximo do círculo e não demoraria chegar até ele. Perguntei se podia vê-lo. Ele afirmou que sim, mas que teria que deixar o carro estacionado ali em baixo (cerca de um quilômetro do círculo). Concordei. Quando procurava um local para estacionar que não incomodasse a passagem percebi a aproximação do agricultor que dizia: “- Se você é pesquisador, eu vou deixar entrar” e pediu para entrar em meu carro. Cedi imediatamente, o pequeno trator foi retirado com um aceno dele e pudemos passar pela entrada indo em direção ao círculo. Lá chegando expliquei o meu trabalho, tirei algumas fotografias e iniciei a medição dos círculos externo e interno. Aos poucos fui explicando o que vinha ocorrendo e notei um forte interesse por todos os presentes no interior do círculo. Um grupo de alunos do colégio local aproximava-se do círculo mas só foram permitidos a entrar nele após minhas coletas. Dentro do círculo também se encontrava a diretora do colégio Débora Rebeschini que filmava tudo que vinha ocorrendo, inclusive minha presença e explicações. Também conheci outro professor de geografia que ajudou-me nas medições e aferições com a bússola. Aqui também notei os tais buracos pequenos e chegamos a medir o triângulo que se sucedia. Era difícil não lembrar do caso da soja de Maringá que pesquisei em 1991. Não podia ser coincidência dois fenômenos inusitados, possivelmente relacionados aos OVNIs, tão afastados pelo tempo, serem tão similares em alguns aspectos como: fenômenos em plantações, redondos em sua forma e com três pequenos orifícios em seu interior. O diferencial não estaria na forma, mas em seu conteúdo. Enquanto os círculos de soja não foram amassados, mas sempre estavam diferentes do restante da plantação, maduros quando a plantação encontrava-se verde ou o contrário e nos orifícios encontrava-se algo que interferia em bússolas, provocando pequenas interferências no campo magnético. Nos atuais campos de trigo isso não ocorre (veja final) e o trigo evidentemente está dobrado exatamente como nos círculos ingleses.
Após terminar as coletas do solo e do trigo e de obter mais algumas fotos, soube pelo proprietário que o trigo seria cortado até aquela noite, pois no dia seguinte ele pretendia plantar a soja, próxima safra escolhida e recomendada por agricultores locais. Cheguei a questionar um agricultor que curioso, apareceu dentro do círculo, mas ele afirmou que não se interessava em pesquisar nada sobre isso e muito menos sua empresa que comercializava os grãos.

Duas sondas sonorizadoras
Agradeci a permissão de poder conhecer e coletar o material do círculo de Ouro Verde e me despedindo de todos voltei a Xanxerê. Voltei ao jornal para fazer uma entrevista com Ivo e outra cedida por mim aquele jornal. Quando me despedia dos novos amigos ainda no jornal, por telefone através do Sr. Ariovaldino Souza, também conhecido como despachante Pelé descobri que uma menina de 10 anos havia filmado sábado a noite um OVNI (um tipo de sonda) em cima de sua casa na cidade de Jupiá a aproximadamente 80 km de Xanxerê e com cerca de 2.300 habitantes. Como era um pequeno desvio em direção a Pato Branco resolvi visitá-la ainda naquele dia, mas antes pretendia entrevistar duas jovens e sua mãe que haviam presenciado dois ÓVNIS a cerca de 10 metros de distância. Localizei a residência delas e as entrevistei. Eram Adana Sevegnani, Menilda Sevegnani e a mãe delas Dna. Gentilha Sevegnani. Após a entrevista filmada conheci o restante da família e foi então que descobri que o pai delas também havia presenciado as tais sondas. A irmã mais nova do trio não foi acordada e, portanto não pode testemunhar o fenômeno, que segundo elas tinha sido maravilhoso e queriam que se repetisse. A mãe Dna. Gentilha até então cética do tipo São Tomé, agora em suas palavras, não tinha dúvidas da existência de “alienígenas e naves espaciais”. Segundo seus depoimentos os dois pequenos objetos avistados faziam ruído de nave, tipo um zumbido e realizaram pequenas manobras presenciadas o tempo todo pelas 4 testemunhas. As duas bolas de cor branca fria “adivinhavam antecipadamente” o caminho da casa das testemunhas. Segundo elas o som intermitente continuou mesmo após elas terem entrado em casa e uma delas afirmou ouvi-lo até altas horas da madrugada. As sondas ficaram um bom tempo sobrevoando um trigal próximo a Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC) onde na manhã seguinte surgiram o círculo oval e os 4 menores de Xanxerê. O depoimento das 4 testemunhas somados ao depoimento de outras pessoas que ainda não tinham avistado os círculos poderiam corroborar com a veracidade do círculo de Xanxerê. Ignorar tais depoimentos seria o mesmo que ocultar evidências de um tribunal ou julgamento público.

Sonda filmada por menina de 10 anos
Consegui chegar a cidade de Jupiá antes de escurecer e portanto de conhecer e verificar o local exato onde Milena Destri havia filmado uma sonda que sobrevoou sua residência. O filme já estava copiado por Ivo em um CD em minha bolsa. Entrevistei rapidamente a menina que me descreveu os detalhes de sua aventura. Enquanto filmava procurou esconder-se atrás de duas pequenas árvores por conta do medo que tomou conta dela, mas isso não a impediu de filmar a tal sonda que ora aproximava-se, ora afastava-se dela. Notei em seu depoimento total veracidade mediante os fatos apresentados e firmados por seus pais. Também fui apresentado rapidamente a uma senhora, mãe de um comerciário local, o Pelé, que também havia testemunhado o tal objeto no mesmo dia e horário em que Milena havia filmado a sonda. Alguma coisa vinha acontecendo naquela região e eu só lamentava o fato de ter que voltar a minhas atividades em Curitiba. Evidentemente algum tipo de onda ufológica vinha ocorrendo por aqui e seria interessante a presença de um ufólogo naquela região. Teria que depositar essa esperança nas mãos do competente Ivo, que procurava registrar tudo que podia em seu limitado tempo de trabalho, pois sua atividade principal naquele jornal não se tratava de noticiários do dia a dia e sim de notícias esportivas, sua especialidade profissional.

Mais um caso ufológico na memória da ufologia nacional
No retorno a Curitiba ainda tive alguns problemas com meu automóvel o que me obrigou a pernoitar em uma pequena cidade na estrada próximo 13 km de Pato Branco, cidade que ficou famosa em todo o Brasil por conta de uma personagem cômica da série semanal “Toma lá da cá” escrita e estrelada por Miguel Falabella.
No dia seguinte com minha passagem pela cidade de General Carneiro lembrei de um caso ocorrido naquela localidade a cerca de 8 anos quando o amigo Julio César Goudart havia me enviado pela internet. Como eu não lembrava mais dos detalhes fui atrás de algum repórter de jornal local para me inteirar dos fatos. O repórter Luiz marcondes rapidamente levantou a informação e me encaminhou até onde morava o Sr. Ernesto Maciel, testemunha de um OVNI tipo disco voador que comparou ao tamanho de duas parabólicas do tipo médio que havia descido em sal chácara assustando seus cavalos. Nele avistou duas criaturas vestidas de branco, mas não conseguiu visualizar seus rostos. O objeto rapidamente alçou vôo e sumiu na imensidão do espaço noturno. Em União da Vitória, pesquisando no jornal “O Comércio” onde fui recebido amavelmente pelo repórter Eduardo Carpinki e seu editor chefe, encontrei a manchete e a data do caso, com algumas fotos da época onde o Sr. Ernesto mostrava com as mãos o local exato de seus avistamento e do pouso do objeto.

Testes realizados até o momento
Em todos os círculos pesquisados testei a presença de interferência magnética e elétrica usando uma bússola e um magnetômetro eletrosensor que mede em mini-gaus, mas nada foi constatado.

Medidas do 2º círculo de Ipuaçu (afastado 5 km da cidade) (surgiu na segunda-feira 10de novembro) medidas realizadas depois de uma semana.
Lembrando que cada círculo na verdade compoe-se de dois círculos um interno e outro mais externo:
10m20cm (L) x 9m08cm (S) x 9m09cm (N) x 9m07cm (O)
Aprox 18 metros - raio de 9 metros interno 2m60cm total: 20m60cm
trigo dobrado no sentido horário

Medidas do círculo (oval) maior de Xanxerê (domingo 16 de novembro) que compõe 5 círculos sendo um maior e quatro menores. Os 4 menores estão em duplas separados de outra dupla por 13 metros
Maior: 5m30cm(S) x 7m(L) x 6m(N) x 7m(O)
externo (aprox.): 70cm x 70cm = 1m40cm total: 15m40cm x 13m40cm
1º menor 3m,61cm
2º menor 5m90cm
3º menor 5m10cm
4º menor 4m

Medidas do círculo de Ouro Verde (segunda feira 17 de novembro)
10m03cm x 09m07cm leste/norte
10m,10cm x 10m05cm aprox: 20 metros (lembrando que foi usado trena para medição)
círculo externo: 1,40 total: 21m,40cm
medidas das três perfurações encontradas nesse círculo em forma de triângulo: 9 cm de profundidade 10 cm de extenção
distância entre os três: 2m,40cm x 2m 40cm x 2m 10 cm

E os círculos ou agrogrífos continuam a aparecer no interior de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e agora também na Argentina.

Para saber mais leia http://www.ufo.com.br/

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

PRESENTE MILENAR


Essa semana, mais precisamente no dia do professor participei na PUCPR em abertura na Exposição Arte & Design Nikkei CWB - da qual sou um dos organizadores, da cerimônia do chá. Tradição milenar do Japão já há mais de 2000 mil anos. Imagine que o Brasil está apenas em seus quinhentos e poucos anos. Pois é. Mais de 2.000 mil é muita coisa. Ao final da abertura recebi do casal de irmãos japoneses o que considero o melhor presente de dia dos professores que já recebi em minha vida. Uma cerimônia exclusiva para mim, para o meu amigo Fernando, aluno otaku da PUC que esta encabeçando a organização e sua mãe. Na verdade, se não fosse pelo Fernando não teríamos exposição. Sua perseverança foi digna dos preceitos antigos japoneses. A cerimônia do chá é tão cheia de detalhes minuciosos que vislumbra quem a presencia. Percebe-se uma meditação profunda na pessoa que realiza a cerimônia. Gestos precisos e graciosos para cada parte da confecção do chá verde que é servido também de maneira especial. Não é por nada que no período dos Samurais todos os guerreiros deixavam suas katanas (espadas) do lado de fora e assistiam ao ritual, desarmados. Confesso que senti o mesmo respeito quando presenciei a cerimônia dedicada a minha pessoa e tenho certeza ficará eternamente em minha memória. Aliás, o chá é muito bom ainda mais acompanhado daqueles doces japoneses deliciosos envoltos em papel de arroz. Inesquecível Dia do Professor, sem dúvida!

Para saber mais: http://bukaru.zevallos.com.br/Cha.htm

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

JEDICOM 2008



Nesse fim de semana que passou estive na JEDICONPR2008. Estava muito bom!
Fazia anos que eu não via um evento assim aqui em Curitiba, ou melhor, nunca tinha visto. Eles conseguiram um público muito maior do que a Federação (fã clube do qual fundei há alguns anos por aqui) conseguiu reunir nos bons tempos.
Eram três locais simultâneos cheios de gente. Meu irmão que apareceu por lá pra ver minha palestra desistiu e foi embora por falta de lugar. Tinha muita gente fantasiada (eu inclusive de Star Trek) de jedis, Rainha Padme Amidala, Darth Maul, Mochileiro das Galáxias com toalha, Jedi Vampiro Rebelde, Indiana Jones e muitos outros que nem vi. A imprensa adorou e fez muitas matérias. Parecia uma convenção de ficção científica e não apenas de jedi. As palestras foram todas de alto nível. Meus colegas o Profº Mustafá Ali Kanso e o escritor André Carneiro arrasaram com sua prolixia cultural, o Profº Bertoldo com sua complexidade astronomica e eu com os conhecimentos nipônicos relacionados ao universo de Lucas. Pena que não deu pra ver tudo, pois eu tinha que ajudar a cuidar do meu estande. Os clipes e filmes de fãs hilários e muito bem feitos. Todo mundo gostou. Foram entregues muitos brindes e sairam de lá todos muito, MUITO felizes, também pudera, evento gratuíto dando brinde :-)
Estamos planejando um evento maior ainda por aqui um tipo de Mega Convenção de Ficção Científica que contará com vários grupos, incluindo (minha sugestão) desenhistas de Curitiba, para exporem seus trabalhos e se quiserem dar palestras e fazerem desenhos in loco serão muito bem vindos. Também pretendemos incluir todo tipo de fã clube, ou clube da cidade que tiver interesse em participar. Lá além dos Jedis curitibanos estavam, Trekkers, Confraria de Escritores de FC, CAUTEC, Exerr's (Arquivo X) e os simpáticos Nerds Curitibanos.
Pra quem foi meus agradecimentos...
Valeu a pena MESMO ;-)
um abraço a todos e parabéns ao pessoal do Conselho Jedi PR,
Espero ancioso a hora de ver toda aquela gente reunida novamente aqui em nossa cidade ;-)
Para conhecer e saber mais sobre Jedis: http://www.conselhojedi.com.br/cjpr.php

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Como deveriam atuar as áreas do Insólito (UFOLOGIA – EXOBIOLOGIA)


Pesquiso fenômenos insólitos há muitos anos e dessa forma também já ministrei palestras e publiquei artigos sobre o tema। Participei de grupo e da criação de idéias arrojadas que tentaram formar eventos sérios e necessários para o desenvolvimento das paraciências no Brasil, mais especificamente da Ufologia brasileira. O problema é que quando pessoas sérias e bem intencionadas entram nessa área, mesmo enfrentando preconceito por parte da maioria da população leiga tentam realizar trabalhos sérios sem o mérito que mereciam. Muitos acabam desistindo. O problema é que como as demais áreas do conhecimento faltam eventos específicos feito para pesquisadores para troca de conhecimentos e assim um desenvolvimento maduro, sem se preocupar com as evidências (que já existem) para a população ou para cépticos. Se bem que cépticos não querem provas, eles não querem aceitar. Mas voltando ao assunto, não adianta fazermos eventos voltados a população de uma maneira geral, pois uma ciência que se preze deve se preocupar em desenvolver e evoluir teorias, trocar informação e pesquisas. Congressos de ufologia, por exemplo, deveriam ser como os eventos de Parapsicologia ou como os de Medicina, Educação, etc. Preocupados, sim com a evolução de sua ciência e não com o convencimento público que acaba sendo conseqüência em publicações e depoimentos de porta vozes que a imprensa acaba por adotar. Drauzio Varela, por exemplo, costuma aparecer no Fantástico para falar sobre medicina para a população, o saudoso Carl Sagan costumava aparecer para falar sobre ciência e astronomia para leigos. Hoje no Brasil temos Marcelo Glaiser como já tivemos Rogério Mourão para as ciências e astronomia. Mas enquanto isso os congressos, simpósios e encontros de especialistas naquelas áreas continuam a ocorrer, todo ano e sem parar, pois assunto pra se pesquisar é que não falta.
* Fografia obtida por Mario Mori em 1982 sobre Londrina - PR, enviada à Revista UFO por Agostinho Balan. (Cortesia Revista UFO)

sábado, 2 de agosto de 2008

Ditadura das empresas veiculares ou basta ter bom senso


Ditadura das empresas veiculares ou basta ter bom senso
Uma pena que no Brasil é preciso existir leis para impor paliativos que se usadas pelo bom senso seriam as soluções definitivas. Bastaria o cidadão ser educado para saber que bebendo seus reflexos diminuem, sua coragem aumenta e consequentemente sua burrice. Quantas vezes assisti em jornais televisivos motoristas totalmente embriagados discutindo com os jornalistas em frente às câmeras que não estão absolutamente bêbados. O caos que está se transformando o trânsito no Brasil está chegando à beira do absurdo. Curitiba possui cerca de 1milhão e meio de habitantes e pasme! 1 milhão e vinte mil automóveis. Essa inconseqüente desequilibro estatístico é resultado de eficientes propagandas automobilísticas que estão isentas de responsabilidade social. O programa Nação Brasil fez uma discussão no mínimo inteligente propuseram soluções como: faixas de carros para bicicletas como em uma cidade do Mato Grosso (e olha que o mundo não parou por lá heim); o metrô naturalmente (sou a favor dele por aqui e já faz tempo que penso assim); vias de automóveis com curvas ou com rotatórias mesmo que não permitam acesso a outras ruas, pois são feitas com o propósito de obrigar o motorista a diminuir a velocidade e prestar mais atenção ao trânsito; travamento ou impedimento de velocidades acima do permitido visto que inadvertidamente os automóveis saem de suas fábricas com velocidades máximas de 220 km horários quando o máximo é 120 km e responsabilidade social perante acidentes graves que envolvam fabricantes de bebidas alcoólicas e empresas de comunicação que exibem comerciais de cervejas. Ora! 70% dos acidentes com vítimas têm como responsáveis a bebida alcoólica, isso é estatística. Quando vejo o Jô Soares, pessoa influente da mídia informando o cidadão erroneamente afirmando que seria apenas 30% (e mesmo que o fosse) e não 70%. Fico revoltado. Agora que a lei seca impera em nosso país já demonstra 14% menos acidentes fatais com vítimas e possivelmente esse número aumentará, ou seja, os acidentes desse tipo estão com os dias contados. Tivemos muito tempo para usar o bom senso e não cometer burrices no trânsito, mas o contrário se sucedeu. Mesmo quando ando no trânsito e vejo como os “sóbrios” dirigem chego à conclusão óbvia de que certas pessoas não poderiam nem sequer ter carteira de motorista. Talvez um psicotécnico mais rígido fosse necessário e nem todo mundo deveria ter permissão para dirigir, pois muitos desses pensam que são como James Bond, o 007 que possuem permissão para matar...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Quanto mais idiota melhor


Acabei de assistir a um comercial sobre a campanha de votação (por conta do ano eleitoral) onde a imagem de um pretenso astrônomo amador está observando estrelas. Eis que a luz do lampião aceso se apaga e ele deixa de observar a passagem de um meteoro glamuroso por conta de tentar aceder novamente o lampião. A metáfora faz parte de uma campanha para que escolhamos um candidato e fiquemos de olho nele.
Então fico pensando que quem pensou na "brilhante" idéia do lampião iluminado em uma observação astronômica que, não procurou nem uma consultoria de um estudioso e nem ao menos realizou leitura BÁSICA de astronomia, pois se o fizesse saberia que nunca se acende qualquer fonte de luz próximo a luneta (no caso) que se pretende telescópio, pois a luz atrapalha a visão noturna. O ideal é acostumar-se com a escuridão para que nossos olhos acostumem-se a ela e assim melhore a qualidade do que será observado. Um princípio básico de astronomia que foi literalmente deixado de lado, por pura ignorância de quem se pretende profissional de propaganda. Lamentável. A intenção é boa, mas a desinformação fere nossa inteligência ;-)
Só falta agora ganharem prêmio de propaganda.

terça-feira, 22 de julho de 2008

A Mão Esquerda da Escuridão

Hoje fui assistir o Batman (Cavaleiro das Trevas) e confesso que fiquei estasiado. Não apenas por ver a atuação de Christian Bale que foi ótima como eu já esperava, mas também por verificar a última atuação do Coringa (Heath Ledger) que sem dúvida nenhuma merece disputar um Oscar post mort, infelizmente. Uma história mais adulta sem brincadeiras sem sentido. Alguns momentos são de arrepiar. A trilha do coringa é um pouco responsável por isso, sem dúvida ;-) O clima chega a assutar. Não deixe de ver na "telona". Parabéns Christopher Nolan, só espero que você consiga o mesmo nos demais que virão por ai...

Outro filme que merece destaque, principalmente para quem lê (ou já leu) gibis é Homem de Ferro, também com brilhante atuação e promessa de que "Os Vingadores" vem por ai. Pra quem não conhece Os Vingadores, aguardem Capitão América, Namor, Thor, Homem de Ferro e naturalmente aquele cara verde que adora falar "Hulk esmaga". Isso fica evidente para quem assistiu ao final de Iron Man e Hulk 2 que sem dúvida melhorou em relação ao primeiro.
Realmente fazemos parte de gerações com sorte por podermos presenciar quase "ao vivo" nossos heróis e vilões de infância que pupularam tanto nossa imaginação.
Que venha todo o universo Marvel e DC pois estamos aguardando na primeira fila...

Para saber mais:

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O Senhor do Castelo


Em minha última viagem fui para a Bahia. Depois do evento do qual participei, tirei dois dias para passeio, aquele tradicional que todo turista faz. A diferença é que fiz de ônibus, pra economizar.

Deu pra conhecer a pelourinho, a Igreja do Bonfim, o Elevado e mais dois fortes, sendo um o famoso Forte redondo. Existem apenas dois no mundo, um em Portugal e outro na Brasil, na Bahia. Mas no dia do retorno aproveitei também para conhecer um castelo, pelo menos era o que dizia uma matéria antiga de jornal da Bahia. O único castelo medieval brasileiro, também conhecido por poucos como Casa da Torre de Garcia D'ávila, mantido por uma fundação do mesmo nome. Pensei e como de ônibus não dava pra ir resolvi alugar um automóvel. Posso dizer que valeu a pena pois as ruínas em questão eram maravilhosas e fantásticas. Interessante que quando um dos funcionários ofereceu a compra de um pequeno livreto sobre a história do Castelo fui o único a me interessar. O livrinho é bem interesante, tem algumas páginas transparentes que demonstram como o castelo/forte era no tempo em que foi construído em 1551-1624. Se você ficou curioso visite minha fotos no fotolog (link ao lado). Também conheci o Acarajé, famoso bolinho de feijão amassado delicioso das bainas de Salvador. Como costumam dizer: "só não peça quente" ;-) Como estava na Praia do Forte aproveitei para almoçar por lá e conheci um dos pontos do Projeto Tamar oinde tinha um farol. Se você um dia for a Salvador recomendo esse passeio.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

A Órbita em Ziguezague




Essa semana estive na Bahia participando de um evento de cultura. Em minhas andanças por Salvador me deparei com os tais Segway que queira ou não, recordam filmes de FC ou previsões antigas (veja ilustração acima). Apesar de estar presente apenas em um Shopping daquela cidade, vem sendo utilizada por seguranças. Agora, aqui em Curitiba temos nossa guarda municipal também as utiliza. Já os vi várias vezes por ai. A diferença está na cautela de nossos policiais que quando perambulam com suas Segway cautelosamente entre os pedestres os seguranças baianos aparentemente praticam corridas dentro do Shopping Salvador.
Mas já tem gente ensinando a fazer seu próprio Segway portanto se quiser montar o seu veja em:

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Da Terra à Lua, eles vivem
















A Ficção Científica costuma ser considerada visionária e algumas vezes seu acerto é tão contundente que assusta. Julio Verne em seu livro “Da Terra a Lua” escreveu uma história sobre um foguetão que partiu da Flórida em Tampa, com três astronautas e fizeram uma órbita elíptica na Lua antes de retornar a Terra. Deveriam descer no mar da Tranqüilidade, exatamente como veio acontecer quase cem anos depois da publicação de sua obra errando apenas pela cidade que fica a poucos quilômetros do Cabo Canaveral também na Flórida.

Em relação ao cinema, ou DVD, existe um filme que costumo recomendar aos amigos que apreciam o gênero FC, mas que é difícil encontrar, pelo menos era até o advento da internet. “Eles Vivem” de John Carpenter, um filme de ficção científica “B”, retrata a história curiosa onde alienígenas dominam nosso planeta já há 50 anos utilizando mensagens subliminares. Poucas pessoas que alcançam conhecimentos para criar alguns óculos, foram capazes de evidenciar o domínio alien “enxergando” placas e anúncios embutidos nas propagandas observadas. Sem o óculos era visualizado uma propaganda qualquer de um produto qualquer. Com os óculos especiais, depois adaptados para lentes de contato, você vê todo tipo de propaganda em fundo branco com letras escuras em destaque que afirmavam. “Consuma”, “case e reproduza” e “não pense”.
Nessa semana, passando de automóvel pela Avenida das Torres, visualizei para meu espanto uma placa branca gigantesca com os dizeres: “Faça bons negócios ANUNCIE e o telefone” Arrepiou! A placa era idêntica às que aparecem no filme. A única diferença é que não precisei de óculos especiais para poder enxergar seu conteúdo. Estava ali, enorme à minha frente, está lá gigantesca à frente de todo mundo. Difícil não concluir que já fomos invadidos há muito tempo, mas não por alienígenas enrugados de outros planetas, e sim por nós mesmos. O filme foi feito como uma ironia para nós mesmos, e é curioso que mesmo após o assistirmos continuemos nossa vida pacata como se nada tivesse acontecido. Ele serve de alerta, sim, para verificarmos o quão ignorantes somos.
Por nossa arrogância, por nosso consumo desenfreado e por nossa negligência. Depois que vi isso, cheguei à conclusão óbvia que o impacto que tal filme me causou na época, possivelmente não terá reação similar nos dias de hoje (ou terá?), pois estamos vivenciando exatamente aquilo, só que em nosso dia a dia e sem óculos especiais para nos acordar. Dormimos o tempo todo, casamos, fazemos sexo e nos reproduzimos, não pensamos e continuamos a trabalhar todo dia relembrando os bons tempos, sonhando com um futuro e esquecendo do presente, esse sim, totalmente ausente.
Mas já que falei de mensagens subliminares, saiba mais lendo o livro do meu colega Prof. Calazans (link abaixo)
http://www.bocadoinferno.com/romepeige/artigos/elesvivem.html
http://www.calazans.ppg.br/ (sobre mensagens subliminares)

sábado, 3 de maio de 2008

Outros Tempos, Outros Mundos


Assistindo ao Programa do Jô acompanhei a ótima entrevista da dupla de Tangos e Tragédias, que já tive a oportunidade e o plivilégio de assistir em primeira mão aqui em Curitiba no Teatro Fernanda Monte Negro no Shopping Batel.
A dupla proveniente do país ficticio Esbornia, uma ilha continental onde tudo vale, é uma ótima desculpa para criticar nossa sociedade com bom humor e escárnio. Adoro aqueles caras ;-) Lembro que nos dois anos que vivi no Rio enquanto fazia meus créditos de doutorado às vezes era confundido com gaúchos. Quando lembro dos dois, que são naturalizados gaúchos, penso que foi uma honra ser confundido com um povo tão inteligênte e interessante.
Não sou adepto do movimento "O Sul é meu País", mas penso que confederações que dariam certa independência aos estados é convidativo.

Fiquei mais feliz ainda quando soube que agora poderemos assisti-los em DVD. Talvez, devêssemos virar Esbornianos...Bá!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Arquitetos do Futuro


Essa semana passei pelo pátio da reitoria, aqui em Curitiba e verifiquei a existência de um fórum sobre o poder da mídia na população brasileira (Fórum Social do Mercosul).
Difícil não lembrar que há poucos meses, mesmo sabendo do monopólio de poucas famílias que se apoderaram das minguadas concessões para funcionarem como redes de televisão, ninguém, ou melhor, poucos intelectuais brasileiros tiveram coragem de enfrentá-los. Esses poucos tentaram mudar o sistema de transmissão televisivo digital. Esse pequeno grupo queria que o sistema europeu fosse adotado em nosso país tupiniquim, pois só assim o povo brasileiro poderia conhecer o verdadeiro poder da democracia televisiva.
O sistema digital europeu permitiria muitos canais digitais, uma quantidade muito maior do que existe atualmente, pois na mesma faixa de transmissão, poderiam caber dúzias de canais e não três ou quatro a mais como o sistema já adotado.
O problema, é que o monopólio existente já vinha arquitetando há muito tempo a inclusão de sistema digital japonês, alegando superior qualidade de imagem HDTV, mas que naturalmente não permitirá quantidade muito grande de canais, levando o povo brasileiro a velha posição de verdadeiros subalternos zumbis da estratosfera, que aliás, parecem gostar de sê-lo.
Naturalmente que o governo também preferiu o sistema japonês, pois assim não precisariam “vigiar” dúzias de canais, continuando com os poucos existentes. O pior é ver “o povão”, satisfeito com o novo sistema, gastando horrores com televisões de plasma ou LCDs da vida de 30, 40 ou 50 polegadas...felizes pois já sonham com o novo sistema.
A globo, já há dois ou três anos adotava em seu equipamento tal sistema, antes mesmo do governo a aprovar, mas a memória do povo brasileiro sempre anda tão falha, ninguém lembra disso. Essa mesma memória falha também não lembra que nosso ministro das comunicações foi repórter da mesma rede, o mesmo ministro que convenceu facilmente o presidente que tem conhecimentos limitados e que naturalmente foi iludido como a maioria, por cores translúcidas bem mascaradas em lindos equipamentos coloridos de que o sistema japonês era a melhor alternativa alegando frases como: “Vocês vão poder assistir TV de graça no celular”, como se isso fosse à coisa mais fantástica do mundo. Não seria mais bonito e democrático se o ministro chegasse aos microfones e dissesse: “Vocês poderão assistir a mil programas ao mesmo tempo todos falando o que quiserem, com mil opções de gostos e opiniões”, mas isso ficou definitivamente no mundo da fantasia. Depois tem gente que ainda pergunta por que tem pessoas que vão embora de nosso país?
Explicando: O governo alegou na época que o sistema japonês era melhor e por isso deveria ser adotado. Um amigo professor da UTFPR pesquisou todos os sistemas e concluiu que tecnicamente eram idênticos, ou pelo menos que nenhum seria melhor do que outro. Então óbviamente eles não adotaram o sistema europeu por não ser interessante para o governo e para as redes já instaladas em nosso país. O sistema europeu daria "muito" trabalho para o governo. Como iriam controlar a programação de tantos canais populares? Quem fiscalizaria, etc, etc. O sistema adotado permitirá menos canais e preferencialmente de quem já tem conceções. Falando nisso, também soube que movimentos populares estão se formando para fazerem uma legislação para as novas concessões que deverão ser solicitadas novamente ainda esse ano. A idéia é que a programação não seja escolhida por uma ou duas pessoas da emissora mas que tenha um concenso mais amplo e de interesse populacional. Ex. Quem decide que os jornais tem que ficar falando apenas sobre o caso da menina que foi atirada da janela quando muitas outras coisas também importantes ocorrem no Brasil e no Mundo? Outro exemplo: porque o evento que ocorria no pátio da Reitoria não foi noticiado? Possivelmente por que vai contra o interesse das majoritárias midiáticas.
Recomendação em DVD: "Noam Chomsky: O Consenso Fabricado"

sexta-feira, 25 de abril de 2008

As Canções da Terra Distante


Olá, você acaba de ingressar no blog do Carlos Machado.
Minha intenção principal é divulgar a Ficção Científica, ou ciência fantástica, ou arte fantástica como preferem alguns.
Literatura e principalmente filmes e séries de FC serão privilegiados nesse espaço.
Dentro dessa temática também acrescentarei textos, ensaios, monografias, dissertações, teses, eventos, cursos e entrevistas, enfim, todo movimento cultural referente ao tema.
Mas também não faltará espaço para músicas temas e links de amigos especiais.
Por que FuturAntiqua?
Tenho notado que a tendência vigente da mídia no século XXI é a de carimbar a FC como responsável por novidades futurísticas, o que na realidade ela nunca assumiu, até porque não passa de um gênero de entretenimento.
De qualquer maneira vivendo o presente, aprecio e valorizo nosso passado bem como almejo o futuro às vezes utópico, às vezes distópico.
Seja bem vindo a meu mundo virtual!