quarta-feira, 6 de maio de 2015

HEMOESPONJA - mergulhar sem escafandro


Na década de 80 foi publicada uma matéria na revista Mergulhar onde um casal de cientistas, os Bonaventura, anunciavam uma descoberta que deveria revolucionar o século, pelo menos no quesito mergulho. Os dois, ela bióloga e ele químico, estudaram as esponjas marinhas que conseguem retirar oxigênio da água. O projeto era financiado pela Marinha norte-americana que utilizaria o invento por pelo menos 10 anos antes de coloca-lo no mercado. O projeto consistia de um pequeno cilindro que ficaria na cintura do mergulhador que proporcionaria ar comprimido ou oxigênio para ele permanecer longos períodos embaixo d´água. A Marinha tinha intensões para espionagem, quando utilizariam o invento para abastecer além dos mergulhadores também e principalmente de submarinos. Imagine ficar em baixo d'água por até 10 anos sem precisar trocar o ar de seu equipamento e que caberia em sua mão, no caso preso a cintura. Não é ficção científica, é realidade. Acompanhe a matéria na íntegra e tire suas conclusões.


Já na década de 2000, procurei contato com o casal via internet. Descobri que se separaram, "abandonaram" o projeto e ela passou a chefiar o Laboratório de Biologia Marinha que apoiava o projeto.
Dessa forma, deixo apenas uma pergunta que não quer calar: Porque esse produto ainda não está no mercado se foi descoberto na década de 1980? Mesmo que ele tivesse sido aperfeiçoado apenas uma década após, ainda assim pela descrição do contrato com a Marinha Norte Americana, ele já deveria estar em nosso meio há muito tempo.
E agora me sai essa: http://www.oarquivo.com.br/variedades/ciencia-e-tecnologia/5901-m%C3%A1scara-de-mergulho-faz-humanos-respirarem-como-peixes.html

http://www.segundo-sol.com/2015/07/cientistas-dinamarqueses-inventam-cristal-que-permite-respirar-eternamente-embaixo-dagua.html

http://pubs.rsc.org/en/Content/ArticleLanding/2014/SC/C4SC01636J#!divAbstract

3 comentários:

Leonardo Marques de Souza disse...

Lembrando que o processo da equipe da dr.McKenzie e do casal Bonaventuras e os outros fabricantes é *extremamente* diferente.
Todos os outros processos pensam em um filtro passivo, tipo peneira. O da equipe da dra. McKenzie é um filtro ativo, em que há seletividade químico-física, assim como nós, para extrair o oxigênio do ar (ou da água, tanto faz). O fim é o mesmo, mas os métodos são radicalmente diferentes, tanto na prática quanto no paradigma.

cipexbr disse...

Boa observação Leonardo.

Leonardo Marques de Souza disse...

É triste mas o processo de extrair oxigênio da água, muito inteligente por sinal, que os Bonaventuras começaram ficou emperrado e no fim parece que ficou só na patente, o conceito ramificou em alguns pequenos projetos parecidos e aparentemente tão promissores quanto mas... puxa... 35 anos para aparecer algo com alguma diferença para fazer o mesmo (que é respirar debaixo d´agua), parece que não há incentivo para esses grandes pensadores, só espero que não seja mais uma inovação que "vai morrer na praia" esse da dra. Mackenzie.