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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Afinal de contas o que é educação?


Faz tempo que venho tentando escrever algo que abra a cabeça das pessoas com relação a educação. A sociedade, nos últimos tempos vem confundindo "educação comportamental" que deve ser dada em casa pelos pais ou tutores, com "educação de conhecimentos", que deve ser ministrada pelos professores. Parece que a divisão entre uma e outra vem desaparecendo, pois há alguns dias escutei em uma entrevista de uma "especialista" em educção em um programa de rádio da Band FM, dizendo que "o professor tem obrigação sim de educar em todos os sentidos os filhos dos outros". Peraí. Sem mais delongas reproduzirei aqui uma resposta de uma professora a revista Veja que coincidentemente aborda assunto similar e importante. Espero que você perca um pouquinho do seu precioso tempo de vida pra ler isso. Grato.


É Revolta
Resposta a Revista Veja

RESPOSTA À REVISTA VEJA
Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberde Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS  razões que  geram este panorama desalentador. Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira.

Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que  pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras.

Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê?  De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.

Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.

Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos,  há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria.
Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos,  de ir aos piqueniques, subir em árvores?
E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência.
Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),  levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero.
E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”,  elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.
Há de se pensar, então, que  são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que  esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave.
Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite.
E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é  porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros.  Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade.
Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade!  E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões  (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!
Passou da hora de todos abrirem os olhos  e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora  não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO.
Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.

Vamos começar uma corrente nacional que pelo menos dê aos professores respaldo legal quando um aluno o xinga, o agride... chega de ECA que não resolve nada, chega de Conselho Tutelar que só vai a favor da criança e adolescente (capazes às vezes de matar, roubar e coisas piores), chega de salário baixo, todas as profissões e pessoas passam por professores, deve ser a carreira mais bem paga do país, afinal os deputados que ganham 67% de aumento tiveram professores, até mesmo os "alfabetizados funcionais". Pelo amor de Deus somos uma classe com força!!! Somos politizados, somos cultos, não precisamos fechar escolas, fazer greves, vamos apresentar um projeto de Lei que nos ampare e valorize a profissão.
Vanessa Storrer - professora da rede Municipal de Curitiba!

Vamos fazer uma corrente via internet, repasse a todos os seus! Grato.


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Hobbitcon 2009





















Sim, eu estive lá!
Graças a dica do meu amigo curitibano sempre antenado Roberson Caldeira Nunes de Curitiba participei no dia 10 de outubro dos bastidores do Hobbitcon 2009 que ocorreu no Sesc de Copacabana lá no Rio de Janeiro.
O evento foi abrilhantado com a presença do ilustre convidado e artista plástico canadense Ted Nasmith (arte dos créditos da trilogia do Senhor dos Anéis). Antes que vocês perguntem. Sim, tirei foto com ele =]
Também estavam por lá os trekkers da AFERJ Academia da Frota Estelar do Rio de Janeiro (www.aferj.adm.br) e os jedis do Conselho Jedi RJ (http://www.jedirio.com.br/). Todos muito receptivos e amáveis como costumam ser os cariocas. Fizemos bons contatos e trocamos bastante informação a respeito de eventos, trabalho em conjunto, eventos nacionais, etc. De minha parte penso que representei tanto o Clube de Leitores de Ficção Científica, a Federação dos Planetas Unidos, quanto a Confraria de Escritores de Ficção Científica e o Conselho Jedi PR dos quais faço parte.
O evento estava lotado, bem organizado pelas "tocas" dos Hobits composta por membros de vários estados brasileiros o Conselho Branco Sociedade Tolkien (http://duvendor.com.br/portal/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1) e estavam todos saltitantes de alegria pelo sucesso do evento. Os estades de vendas estavam muito interessantes e não resisti gastar um pouquinho. Arrematei dois copos de Star Trek (Spock e Uhura), três quadrinhos da década de 70 de Jornada nas Estrelas (raridade) e como não podia deixar de ser, uma linda camiseta do conselho jedi carioca.
Também conheci alguns dos organizadores do evento, Francisco (Chiquinho) caricaturista do F-Zero studio (http://fzerostudio.com.br/wp/?page_id=1790) de Guarulhos (SP), que já se ofereceu para trabalhar em nossos eventos curitibanos e que costuma fazer caricaturas em três estilos diferentes (Antropomórfica, mangá ou pocket SD, daqueles achatadinhos tipo miniatura cabeça grande e corpo pequeno); Thomaz Brasil que é especialista em objetos torneados em madeira que no caso ministrou uma oficina de confecção de anéis em aço, por conta da temática do evento. Ainda fiz contato com os comerciantes aficionados cariocas Guto (kontrakapa@yahoo.com.br) e Alexandre (http://eshops.mercadolivre.com.br/tauri_classics). Ambos possuem farto material importado e nacional de temáticas Scifi.
Um objetivo nacional que já fomos convidados pelo Conselho Branco Sociedade Tolkien a participar será o de trazer ao Brasil Cristopher Lee.
Ao final do evento me convidaram para acompanhá-los a um rodízio de pizza.
Só posso dizer que meu sábado foi especial e preenchido com um dos pedaços mais gostosos que a vida pode proporcionar a uma aficionado pela ficção científica. Conheci novos amigos e como dizem lá no Rio "caraca" pessoas sensacionais.
Como diz o lema da AFERJ encontrei por lá amizade, honra, entretenimento e cultura.
Obrigado a todos e parabéns por mais um evento bem sucedido.