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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Paciente Dezessete


Nesses dias, participei de um jogo didático de RPG idealizado por um aluno de Filosofia que participa de meu grupo de pesquisas na UNICENTRO, universidade onde trabalho que fica em Guarapuava, interior do Paraná. A história do jogo se passa dentro de uma enorme caverna onde a população que ali vive, acredita apenas no que seus sábios lhes dizem, que o mundo é apenas aquilo e regido por sombras. Naturalmente o jogo foi inspirado na alegoria da Caverna de Platão. Um dia um jovem aparece com os olhos irritados como se tivesse passado por uma experiência sui-generis que levantou suspeitas em alguns moradores locais. 

Conheci o Dr. Roger Leir, há alguns anos, durante um congresso em Curitiba, quando ainda atuava como pesquisador do insólito. Lembro que fiquei impressionado com o tipo de pesquisas que ele realizava. Em minha opinião, visto que ele era um cirurgião, analisar os implantes de abduzidos foi uma ideia genial. Claro que para isso, ele necessitaria de uma equipe de cientistas que concordassem com o tipo de pesquisa que vinha realizando. Digo concordassem, porque os cientistas não são diferentes de pessoas comuns quando se tratam de analisar possível vida alienígena. Encontrar evidências de sua existência, para algumas pessoas, seria o caos, pois possuem um pavor enorme em admitir tal existência, mesmo sendo cientistas. 


Hoje, entendo isso (entendo a caverna e suas sombras), mas fico grato por existirem pessoas que deixam de lado o preconceito e o medo e resolvem levar a fundo suas pesquisas nesse assunto. Assistindo o documentário "Paciente Dezessete", lembrei porque apreciei tanto esse assunto por mais de 30 anos. O Dr. Leir, como eu representa o tal jovem da caverna que apareceu com os olhos lacrimejantes e irritados por ter visto a verdade, apesar de ter certa dificuldade em compreende-la. Agora, te convido a compartilhar desse mistério deixando seu preconceito de lado. Assista as duas partes, aguente os comerciais no meio e compartilhe com seus amigos:
http://www.etseetc.com/2015/11/patient-seventeen-doc-inedito-no-brasil-com-legendas-pt-br/


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Como deveriam atuar as áreas do Insólito (UFOLOGIA – EXOBIOLOGIA)


Pesquiso fenômenos insólitos há muitos anos e dessa forma também já ministrei palestras e publiquei artigos sobre o tema। Participei de grupo e da criação de idéias arrojadas que tentaram formar eventos sérios e necessários para o desenvolvimento das paraciências no Brasil, mais especificamente da Ufologia brasileira. O problema é que quando pessoas sérias e bem intencionadas entram nessa área, mesmo enfrentando preconceito por parte da maioria da população leiga tentam realizar trabalhos sérios sem o mérito que mereciam. Muitos acabam desistindo. O problema é que como as demais áreas do conhecimento faltam eventos específicos feito para pesquisadores para troca de conhecimentos e assim um desenvolvimento maduro, sem se preocupar com as evidências (que já existem) para a população ou para cépticos. Se bem que cépticos não querem provas, eles não querem aceitar. Mas voltando ao assunto, não adianta fazermos eventos voltados a população de uma maneira geral, pois uma ciência que se preze deve se preocupar em desenvolver e evoluir teorias, trocar informação e pesquisas. Congressos de ufologia, por exemplo, deveriam ser como os eventos de Parapsicologia ou como os de Medicina, Educação, etc. Preocupados, sim com a evolução de sua ciência e não com o convencimento público que acaba sendo conseqüência em publicações e depoimentos de porta vozes que a imprensa acaba por adotar. Drauzio Varela, por exemplo, costuma aparecer no Fantástico para falar sobre medicina para a população, o saudoso Carl Sagan costumava aparecer para falar sobre ciência e astronomia para leigos. Hoje no Brasil temos Marcelo Glaiser como já tivemos Rogério Mourão para as ciências e astronomia. Mas enquanto isso os congressos, simpósios e encontros de especialistas naquelas áreas continuam a ocorrer, todo ano e sem parar, pois assunto pra se pesquisar é que não falta.
* Fotografia obtida por Mario Mori em 1982 sobre Londrina - PR, enviada à Revista UFO por Agostinho Balan. (Cortesia Revista UFO)