quarta-feira, 16 de março de 2011

View Master em 3D - magia para seus olhos.


View-Master: Uma coleção exclusiva de retratos maravilhosos em 3D cheios de cor que necessitam de um aparelho especial. 
Aparelho View Master da década de 50

Aqui no Brasil pouca gente conhece, mas nos Estados Unidos foi a coqueluche das décadas 50, 60, 70 e 80. 
Propaganda natalina do View Master nos EUA

Ainda existem muitos modelos e reproduções (copias de originais antigos) que circulam pelo mercado mundial. No Brasil já vi em prateleiras de lojas de brinquedos e na internet View Masters temáticos da Disney ou do Ben 10. 
Propaganda relacionada a aventura para divulgação do View Master

Pra quem não conhece é um aparelho que parece uma máscara, ou um óculos, por onde você enxerga tridimencionalmente imagens de mini-slides, que estão em discos ou carretel de papelão. 
Disco ou carretel contendo os slides duplos para o funcionamento 3D

Como utilizar o View Master
A medida que você assiste as imagens estáticas, vão se modificando, acionando-se um botão lateral que gira o carretel. Fico imaginando a infância de muitos americanos e uns poucos privilegiados brasileiros que tiveram oportunidades únicas de conhecer o mundo através de ótimas séries através do View Master.  

Aqui no Brasil, como em muitas oportunidades o View Master foi relegado a um simples brinquedo para crianças, mas quando foi criado sua preocupação principal era entreter toda a família, por isso você encontra View Masters com temáticas adultas – que para crianças tornam-se até mesmo chatas: fotos de paisagens turísticas feitas pelo mundo, missões lunares, astronomia, geologia, natureza, séries de televisão, desenhos animados e séries especiais de Natal ou religiosos.
View Master da Missão Appolo (documentário)
View Master da série "The Banana Splits"

As câmeras fotográficas utilizadas para montar esses slides possuíam duas lentes e dessa forma obtinham duas imagens parecidas com uma pequena diferença na distância entre elas o que proporcionava a reprodução do olhar humano em 3D.
Câmera stereo ou 3D da década de 1930
Câmera stereo ou 3d da década de 1950

Os cenários para alguns view masters especiais eram produzidos por artistas consagrados como Florence Thomas ou Joe Liptak, que confeccionavam dioramas (cenas paradas) para serem fotografados. 
A artista plástica americana Florence Thomas produzindo um diorama
Joe Liptak em seu cenário do Peter Pan para View Master

A técnica é muito similar ao stop-motion utilizado no cinema de curta metragem. O resultado final eram verdadeiras obras primas que podiam ser visualizadas em 3D.

Os Flintstones em Bedrock
Zé Colméia posando para um retrato

O equipamento era simples mas eficaz, sem a sofisticação dos atuais 3D com óculos, sem óculos e caríssimos. Seu recado era simples: trazer entretenimento e diversão para todos os gostos. 
Propaganda do View Master na década de 1950

Também existiam projetores de slides específicos para exibir os pequenos e notáveis slides. Um em 2D com uma lente e outro em 3D com duas lentes.
Projetor View Master Júnior
Projetor View Master 3D
Caixa de projetores da década de 1950
Projetor de View Master da década de 1970

Lembro de ter visto pessoalmente uma ou duas vezes no passado, o tal View Master na casa de amigos. Naquela época, importação era coisa complicada, exigia muita burocracia e algum dinheiro. 
Colecionador americano (Texas) de View Master

Dessa forma eu me conformava com brinquedos de lata que vinham do Japão através da Estrela que eram comercializados na caverna natalina da Lojas Hermes Macedo. Mas ainda bem que podia, pois quantas crianças ficam sem natal ou com fome o ano inteiro, a vida toda. Mas enfim...não vamos filosofar agora.
Estúdio de produção de historinhas para View Master na década de 1950
Equipamento fotográfico especial em 3D para detalhes das histórias de View Master

Conheça um pouco mais do View Master (em inglês)

Comercial americano do View Master de 1971, com Jodie Foster e Henry Fonda:


View Master a venda no Mercado Livre.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Vincent e o Doutor

Quando penso que a série Doctor Who não trará mais novidades, eis que surge o décimo episódio da quinta temporada “Vincent e o Doutor”. 

Poderia escrever milhares de linhas tentando explicar como esse episódios em especial me tocou, então direi apenas assista quando puder. Um episódio verdadeiramente emocionante. 

Só posso dizer que Doctor Who esta se tornando uma das séries preferidas de minha vida. Um episódio de pura poesia que toca o seu coração.
Onde conseguí-lo? Aqui.


Créditos vão à @dudacs que mandou o molde pro twitter do blog universowho…
O que temos aqui é um molde pra fazer sua própria miniatura da Tardis…E é tudo muito simples…Recorte em volta do molde; Use uma faca, ou tesoura para abrir as linhas brancas logo abaixo das letras; Dobre um pouco a parte do teto, para dar um efeito como no da Tardis “real”; Não precisa usar cola, mas se quiser, use cartolina ou papelão.
Clipe especial do episódio:

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Somos todos figurinhas...

Há algum tempo em Curitiba tenho notado (como vc), que os automóveis vem carregando em suas traseiras uma enorme coleção de figurinhas de personagens identificatórias. Casais novos, casais de meia idade, casais idosos (muitas vezes representados como avós), bonecos solitários ou casais com um coração entre eles, filhos, muitos animais de estimação, enfim todos os membros da família destacados em seus automóveis considerados pela maioria como uma extensão de sua residência. Imagino que essa mania começou de acordo com aqueles adesivos "bebê a bordo", "Brenda a Bordo", "etc a bordo". Normalmente são brancos (quando o automóvel é escuro) ou pretos (quando o automóvel é claro). Mas existem aqueles que se destacam entre uma mania (moda) que acaba "pegando" a maioria.

Não ficamos satisfeitos em nos expor no mundo virtual. Sentimos necessidades mais amplas e mundializadas. Precisamos nos expor em nossos veículos extensores de nossas habitações.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

TRON - Legado: um filme totalmente discriminatório


A Disney não mudou nada sua forma machista de fazer filmes.  Apesar de estarmos no século XXI as mulheres ainda recebem papéis superficiais ou subalternos no filme Tron.  As primeiras mulheres que aparecem no filme representam papel de mães e daquelas bem antigas estilo medieval, quando surgem apenas para vestir o guerreiro com sua armadura. Uma delas ainda se dá ao luxo de aconselhar o protagonista como que para reforçar sua imagem materna, visto que ele não sabia o que fazer, tadinho. Em seguida, as quatro mulheres são congeladas na parede como se só servissem pra isso.  A protagonista que surge mais a frente é uma aprendiz que também é mostrada apenas para servir, pois salva o protagonista inúmeras vezes sacrificando-se inclusive por ele.  Sua imagem sempre é de mulher submissa e subserviente. É lamentável que em pleno século XXI a mulher ainda seja relevada a meros papéis sem importância. Fico imaginando porque uma mulher não poderia ter sido a protagonista principal nessa história? Porque o filho não poderia ter sido uma filha? Onde estavam as cenas de mulheres lutando como os homens ou mesmo entre elas? Percebe-se por esse filme que a mulher ainda esta longe de alcançar seu lugar de merecimento em nossa sociedade. 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Pionner One - um conceito revolucinário?


Um novo conceito de fazer series de ficção científica. A série Pionner One é realizada totalmente com doações de fãs ou interessados em criar uma nova maneira de fazer televisão. Você doa algum valor, ao menos um dólar e divulga o máximo possível via internet para seus amigos. Já foram produzidos três episódios e os diretores estão solicitando mais doações para terminarem a primeira temporada que terá 5 episódios de 35 minutos cada.

"O projeto que está sendo financiado em sua grande parte pelo site VODO (VOluntary DOnation), que é uma plataforma de distribuição de conteúdo online, é pequeno (o episódio piloto custou US$ 6.000,00), mas possui grandes ambições. Além de ser a primeira série feita exclusivamente para internet, ela é distribuída totalmente de graça via download. Isso mesmo! Por meio de sua rede de torrent, a VODO pretende revolucionar o modo como a indústria cinematográfica produz e promove seus projetos. Destacando que grupos como Limewire e uTorrent, além de sites como EZTV e The Pirate Bay, também deram seu apoio total ao projeto." - retirado de http://www.seriemaniacos.com.br/blog/primeiras-impressoes-pioneer-one/

A trama gira em trno do retorno de uma nave Soyuz soviética após vários anod de seu lançamento, e no seu interior encontra-se uma revelação que pode alterar a história da humanidade.
A intenção do estúdio é contar a história em 4 temporadas de 7 episódios cada,
http://vodo.net/pioneerone
E as legendas já estão disponíveis no legendas.tv

Se você ficou curioso conheça a série que é gratuita e esta disponível para download nesse endereço:
Confesso que não achei a atuação dos atores escolhidos muito boa e considero a série muito fraca, mas incentivo a idéia de fazerem séries dessa forma.

Você pode doar de 5 dólares a 2mil dólares, sendo que esse último te dá o direito a aparecer como produtor nos créditos de pelo menos dois episódios.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Lançamento da antologia Proibido ler de gravata

Lançamento da antologia Proibido ler de Gravata organizada pelo escritor André Carneiro com minha participação entre outros.


Conto com sua presença,
Carlos

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Padre com visão

Esse cara sabe se comunicar com jovens.
http://www.youtube.com/watch?v=y1WACuPmOro&feature=player_embedded#!
Que sirva de exemplo.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

45 ANOS DE "A FEITICEIRA"


Demorei mas aqui esta.

Não lembrava que em 2010 comemora-se 45 anos da estréia da série A Feiticeira (Bewitched) no Brasil. Encontrei um belo blog que homenageia a saudosa (politicamente correta) série e traz uma curiosa entrevista com a irmã ainda viva da dubladora da série Rita Cléos que apesar de seus parentes morarem em Blumenau (SC) também morou aqui em Curitiba na década de 80 até seu falecimento.
Entre seus trabalhos de atriz em novelas da Tupi, especiais da Globo e da dublagem de Elizabeth Montgomery também dublou uma personagem em Spectroman.
Vejam trechos das dublagens e leiam a entrevista na íntegra em:
http://blogthiagomoraes.blogspot.com/search/label/A%20Feiticeira

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mais Doctor Who na veia


Começou a nova temporada de Doctor Who e está fantástica:
http://universowho.wordpress.com/

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Árvore Genealógica

Uma das coisas que gostei de fazer foi montar a árvore de minha família. Me empolguei e acabei fazendo do lado de minha mãe, consegui com um primo a do lado de meu pai, fiz mais três árvores do lado de minha esposa. Foram anos pesquisando, aproveitando reuniões de família de 50 anos de casados e acabou ficando supimpa. Recomendo aos amigos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Decadry ou Decalc

















Você lembra ou conheceu o Decadry? Não sei se é assim que se escreve. Aquelas letras e números que serviam para serem colados a seco em qualquer superfície? Caracteres transferíveis a seco. Pois é, sumiu! Pelo menos aqui em Curitiba. Com o advento do computador, penso, não tem mais porque existir. O problema é que a impressão do computador não é possível colar em qualquer superfície. Não funciona como o decalc a seco. Não era perfeito mas era uma mão na roda. Agora estou me batendo pra encontrar uma forma substituta. Imagine ter que colar letras em tamanho 10 ou 12 em um objeto?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Setas Moribundas


Faz tempo que não posto por aqui. Pra falar a verdade, não deu vontade. Mas hoje li uma crônica de um amigo lá de Brasília e não resisti dividi-la com meus seguidores. Espero que gostem, pois concordo com cada palavra dele:

Crônica da Semana

SETAS MORIBUNDAS

Oh, que semana cinza. Acéfala Brasília, descortina o pior de seus entes. Contudo, antes fossem os inimigos do povo aqueles biltres escondidos em palácios.

Invisíveis aos olhos nervosos que fazem das ruas arena de sangue, aos pares, milhares desfilam diante de nós sem contudo serem notadas. E não por nossa vontade ou negligência, posto que são vivas pela vontade de seus mestres. Elas simplesmente deixaram de figurar em nosso cotidiano veloz e truculento trânsito urbano. Amarro no braço esquerdo pano negro. É luto o que sinto pela morte iminente da única peça de gentileza em toda a engenharia automobilística: a lanterna pisca.

A seta, o pisca-pisca, a lanterna, escolha um nome, é o único artifício mecânico que demonstra a capacidade humana da empatia. Este estado evoluído da consciência, capacidade de se projetar na situação de outras pessoas, tentar sentir o que elas sentiriam, é a argamassa que constrói civilizações e pavimenta os caminhos de uma sociedade do jeito que a gente sempre sonhou em construir.

Abrir portas com sorriso, pedir “por favor” e “com licença” para garçons, zeladores, porteiros e ascensoristas, que mesmo no desempenho de suas funções, ainda são cidadãos carentes de respeito como pessoa, agradecer e desejar boa tarde para a moça do supermercado têm no princípio a mesma energia despendida que mover um pequeno dedo e acionar a barra de comando da seta.

Que saudade da época em que a gente tinha orgulho de ser brasiliense e dar exemplo para todo o país com nosso trânsito civilizado e cortês. Primeiro veio a campanha pelo cinto de segurança, depois pelas faixas de pedestres e o sinal de vida que, mesmo não sendo obrigatório pelo código nacional de trânsito, se tornou uma gentileza inversa do pedestre ao motorista. Aprendemos, paulatinamente, como ser cidadãos responsáveis e elegantes. Perdemos tudo, e mais um pouco.

Vejo cada vez mais respeito de menos. E como se não bastasse a alarmante ausência das funções básicas da dirigibilidade, temos que lidar com o achincalhe da seta – flash, se me perdoam o anglicismo.

O Leitor conhece aquelas pessoas fominhas que deixam uma batatinha frita na travessa, ou meia colher de carne moída, só para dizer que não acabou com toda a comida? Pois então, existe também o motorista fominha, os seta-flash. Ele já forçou a passagem, já te deixou esperando segundos intermináveis na dúvida sobre o que ia fazer no trânsito e, no último segundo, liga a seta por duas piscadas só para não dizerem que não as ligou.

Saudade de motoristas que acionavam as setas, longe ainda das curvas, para avisar a todos de seus planos de percurso, proporcionando um fluir tranqüilo de carros e pedestres.

Luto é assim mesmo. Fica aquele gosto de outrora e um enorme vazio no peito que faz a gente sentir saudade doída.

Atenção! Estou acabando de escrever. Vou parar já já. Prepare-se. Fui.

EDUARDO SIGAUD
Publicitário e Cineasta

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Hobbitcon 2009





















Sim, eu estive lá!
Graças a dica do meu amigo curitibano sempre antenado Roberson Caldeira Nunes de Curitiba participei no dia 10 de outubro dos bastidores do Hobbitcon 2009 que ocorreu no Sesc de Copacabana lá no Rio de Janeiro.
O evento foi abrilhantado com a presença do ilustre convidado e artista plástico canadense Ted Nasmith (arte dos créditos da trilogia do Senhor dos Anéis). Antes que vocês perguntem. Sim, tirei foto com ele =]
Também estavam por lá os trekkers da AFERJ Academia da Frota Estelar do Rio de Janeiro (www.aferj.adm.br) e os jedis do Conselho Jedi RJ (http://www.jedirio.com.br/). Todos muito receptivos e amáveis como costumam ser os cariocas. Fizemos bons contatos e trocamos bastante informação a respeito de eventos, trabalho em conjunto, eventos nacionais, etc. De minha parte penso que representei tanto o Clube de Leitores de Ficção Científica, a Federação dos Planetas Unidos, quanto a Confraria de Escritores de Ficção Científica e o Conselho Jedi PR dos quais faço parte.
O evento estava lotado, bem organizado pelas "tocas" dos Hobits composta por membros de vários estados brasileiros o Conselho Branco Sociedade Tolkien (http://duvendor.com.br/portal/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1) e estavam todos saltitantes de alegria pelo sucesso do evento. Os estades de vendas estavam muito interessantes e não resisti gastar um pouquinho. Arrematei dois copos de Star Trek (Spock e Uhura), três quadrinhos da década de 70 de Jornada nas Estrelas (raridade) e como não podia deixar de ser, uma linda camiseta do conselho jedi carioca.
Também conheci alguns dos organizadores do evento, Francisco (Chiquinho) caricaturista do F-Zero studio (http://fzerostudio.com.br/wp/?page_id=1790) de Guarulhos (SP), que já se ofereceu para trabalhar em nossos eventos curitibanos e que costuma fazer caricaturas em três estilos diferentes (Antropomórfica, mangá ou pocket SD, daqueles achatadinhos tipo miniatura cabeça grande e corpo pequeno); Thomaz Brasil que é especialista em objetos torneados em madeira que no caso ministrou uma oficina de confecção de anéis em aço, por conta da temática do evento. Ainda fiz contato com os comerciantes aficionados cariocas Guto (kontrakapa@yahoo.com.br) e Alexandre (http://eshops.mercadolivre.com.br/tauri_classics). Ambos possuem farto material importado e nacional de temáticas Scifi.
Um objetivo nacional que já fomos convidados pelo Conselho Branco Sociedade Tolkien a participar será o de trazer ao Brasil Cristopher Lee.
Ao final do evento me convidaram para acompanhá-los a um rodízio de pizza.
Só posso dizer que meu sábado foi especial e preenchido com um dos pedaços mais gostosos que a vida pode proporcionar a uma aficionado pela ficção científica. Conheci novos amigos e como dizem lá no Rio "caraca" pessoas sensacionais.
Como diz o lema da AFERJ encontrei por lá amizade, honra, entretenimento e cultura.
Obrigado a todos e parabéns por mais um evento bem sucedido.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Jornada Steampunk




O movimento Steampunk vem crescendo a olhos vistos, inclusive no Brasil. Já existem cosplays steampunk dentro dos animencontros ou eventos de animê. O estilo vitoriano lembrando tecnologia a vapor como em um mundo paralelo é uma nova forma de escrever ficção científica. Como se não bastassem os contos cibervaporianos agora está surgindo a moda Steampunk que para alguns seria um novo estilo de vida. O interessante é a riqueza de detalhes e a mistura de épocas sempre lembrando futuroretro. Aparelhos valvulados, pistolas wester-laser, roupas vitorianas com as máscaras blue ou Green (lembrando máscaras de pilotos de avião da 2ª guerra, mas de tons azuis ou verdes com leds reforçando a cor), teclados e computadores de cobre ou bronze.

Nem Jornada nas Estrelas escapou da moda. Veja fotos da tripulação da clássica em:
http://www.rabittooth.com/OtherWallpapers.htm ,
ou aqui
http://steampunkworkshop.com/steampunk-star-trek-wallpaper
todas em estilo steampunk. Eu particularmente apreciei em demasia e já estou pensando em transformar meu computador e teclado aparentemente movidos a vapor. Fiquei imaginando como seria a Enterprise Steampunk...
Tem uma paródia que fez algo, mas ainda esta longe do ideal:
http://www.youtube.com/watch?v=6Y39gHihP74
Também há um site inglês vendendo bracelete SteamPunk Trekker por 40 libras.
Vários filmes e seriados demonstram estilos steampunk (alguns mencionando Nikola Tesla) como James West, Armazém 13, The Rocketeer, A Liga Extraordinária, Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, SteamBoy, esse último uma animação de tirar o chapéu de 2004 feito por Katsushiro Otomo, o mesmo de Akira.
A inspiração para isso tudo veio da imaginação humana, possivelmente influenciada pelos contos de Julio Verne e H. G. Wells.
Na ComicCom2009 o Steampunk estava presente de forma estonteante.

Pelo visto a moda veio pra ficar! Seja muito bem vinda!
Para saber mais ou aprofundar seus conhecimentos no assunto visite o blog SteamPunk PR.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O que um tio não faz por um sobrinho...


Ano passado meu sobrinho, como a maioria das crianças que podem ao comemorar seus 8 anos, escolheu a temática Indiana Jones para seu aniversário. Pensei em agradá-lo além do alcance (onde já ouvi isso =]) e fui vestido a caráter, ou seja, a la Indiana, com direito a chapéu, embornal e chicote (esse último me deu mais trabalho). O chapéu eu já tinha, gosto dele e costumo usá-lo quando vou ao campo ou em observações de astronomia, o embornal tem muita história, pertenceu a meu avô que o usava no exército brasileiro e o chicote, bom esse emprestei um pedaço de uma prima de minha esposa e a maior parte comprei nos pampas gaúchos. O problema é que o couro do chicote estava curtido e o couro que comprei naquele ano estava cru. Resultado: procurei um sapateiro que pintou-o para parecer um só. Ficou supimpa! Foi gratificante ver aquele monte de criança feliz e saltitante, alegre ao ver um cara que lembrava o Indiana dos Caçadores da Arca Perdida. Pra completar ainda bolei com a ajuda do amigo Valter (que deu dicas) um belo mapa antigo com várias aventuras bem ao estilo do filme pra gurizada procurar ou melhor, caçar pela casa. Todos eram vencedores pois todos ganhavam prêmios. Agora em 2009, aos 9 anos meu sobrinho solicita uma festa de Star Wars (Guerra nas Estrelas). Onde iríamos encontrar a temática? Lá foi minha cunhada prendada construir as naves da saga em isopor. De minha parte, coube procurar imagens de naves da série em vários tamanhos para inserir em um painel que ficaria ao fundo da mesa no aniversário do guri com luzes piscando. Ai pensei, eu conheço muitos fãs de Star Wars, até freqüento e ajudo o fã clube Conselho Jedi Paraná aqui de Curitiba. Não deu outra. Convidei alguns membros que não tinham obrigação nenhuma de participar daquela festa. Amavelmente vários concordaram e até gostaram da idéia original. Mas agora, imagine a alegria da criançada quando viram vários jedis entrando na festa, um Stormtrooper, um Mandaloriano e o próprio Darth Vader? Foi uma histeria só. Imagino que aqueles pimpolhos nunca mais esqueceram aquela cena. Eu estava de jedi com mais dois amigos. Entramos com a música tema do filme e foi aquela agitação. Escutei no meio das observações um garoto reclamar que não tinha Darth Vader. Indaguei: “- Mas aqui estão os heróis? Vocês não preferem os heróis?” Sem ouvir nenhuma resposta e ao fundo (bem ao fundo) ouvindo a música do Império, lá vinha Darth Vader (meu irmão todo faceiro) escoltado por seus lacaios, (ou melhor, meus amigos do conselho) fazendo ai sim um grande furor. “– Inesquecível”, me sobrinho dirá quando crescer. Um dos amiguinhos de meu sobrinho chegou a comentar olhando pra mim: “- Espera aí, você é ator, ano passado veio aqui de indiana e agora está aqui fazendo jedi.” No que respondi: “- Sim, isso mesmo, mas não sou ator, sou tipo do aniversariante e te pergunto do que será que virei ano que vem?” Penso que eu e meu irmão apreciamos em demasia agradar meu sobrinho, por conta de que quando éramos garotos como ele, não tínhamos nem em pensamento festas desse tipo. NE posíamos, estávamos em regime de internato em colégio de freiras e nossos ais não tinham condições para tal. Sorte dele espero que quando crescer vire história para seus filhos e quem sabe ele também não se esforce para fazer a alegria de alguns garotos ou garotas que possam vir no futuro. Quem sabe...só o futuro dirá. Aqui fica registrado que no dia 20 de setembro de 2009 alguns membros do Conselho Jedi Paraná, meus amigos, participaram dessa pequena alegria que permanecerá na memória de um grupo de garotos. Fica meu agradecimento registrado aos que foram e aos que não puderam ir por vários problemas que a vida prega. Obrigado!

Aproveitando o ensejo, no próximo dia 17 de outubro, terá aqui em Curitiba lá na Cinemateca de Curitiba durante todo o dia a JediCOM2009. Aproveite a oportunidade (rara) e apareça junto com seus amigos. Estaremos todos lá...e não será em uma galáxia distante =]